• Postado por Tiago

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Maria Lindomar viajou duas horas pra não levar tainha pra casa

A equipe de meteorologistas e oceanógrafos da Epagri afirma que não tem previsão de vento sul pra esta semana, o que poderia esfriar a água e trazer tainha. Argeu Vanz, oceanógrafo da Epagri, afirma que a água da costa catarinense tá variando entre 20 e 23 graus. Essa temperatura ainda é muito elevada pra que a tainha encoste.

A pesquisadora Daniela Occhialini ensina que a tainha precisa de um gatilho climático pra começar a aparecer. Esse gatilho é uma friaca danada, que forma uma corrente fria e faz as tainhas chegarem no litoral. ?Com a água gelada, a salinidade aumenta e elas saem de dentro das lagoas para irem até a costa?, explica.

Daniela diz que a quantidade capturada pode cair este ano por causa da superexploração da pesca nos anos anteriores e pelas alterações climáticas. Como antes não era regulamentada a pesca industrial, pode ser que a tainha tenha diminuído de número. Mas os cardumes não entraram em colapso. Pode ser que tenha menos, mas elas não acabaram?, afirma.

A regulamentação é importante para que a tainha não suma pra sempre, segundo a especialista. A portaria delimita também o período em que a pesca pode ser realizada. Agora, só pode começar dia 15 de maio. Segundo o consultor do Ibama em Santa Catarina, Arno Filho, nos meses de março e abril a tainha tá aqui pelo litoral ainda fazendo a reprodução. É a hora em que ela precisa ser deixada quietinha, pra não diminuir a quantidade.

Laurentino Neves também não sabe pra onde foi a tainha este ano. ?Ainda é muito cedo, a safra vai até o dia 30 de junho, deve chegar daqui a pouco. Por enquanto tá muito calor, a água não esfriou ainda, e elas gostam mesmo é de água fria. Nós vamos ficar aqui na praia de olho?, conta. Ele espera que a safra da tainha seja tão boa quanto a do ano passado, quando pegaram uma tonelada numa só tirada de rede.

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