• Postado por Tiago

Esperidião Amin

Descentralização e Deslitoralização foram as palavras-compromisso do então candidato a governador do PMDB, em 2002.

Dentre as subsidiárias da expressão descentralização, o fim da ambulanciaterapia era oferecido como remédio que resultaria dessa linha de governo.

A descentralização, na prática, resultou no “vitorioso” (em termos eleitorais) modelo de “cabides de empregos”. A ambulanciaterapia, em vez de ser extinta, resultou em ambulâncias maiores e mais potentes, com a justa concessão de prêmios aos seus heróis-motoristas.

Quanto à litoralização, ao contrário do que o candidato de 2002 proclamava, os recentes dados demográficos do IBGE demonstram que o movimento no sentido do litoral aumentou.

Há razões objetivas e decorrentes da ação ou inação governamental para isto.

Por que, para exemplo, União do Oeste perdeu mais de 20% da sua população? Além das razões mundialmente presentes, o inexplicável abandono de programas bem sucedidos como o de reflorestamento com antecipação de renda, crédito fundiário e outros que contribuem para elevar a renda das nossas famílias de agricultores. Sem renda, só uma estrada é, há séculos, conhecida: a do êxodo rural, em Santa Catarina, para o litoral.

Educação de qualidade, renda sustentável, privilegiando produção orgânica, acesso a serviços de saúde de alta complexidade e investimentos em infraestrutura são fatores fundamentais para a preservação e modernização do modelo demográfico e fundiário de nosso Estado.

Soluções “exóticas” e politiqueiras como a da extinção das regiões metropolitanas, que exclui nosso Estado da rede de observatórios metropolitanos, resultam na realidade indesmentível dos números do IBGE.

Contudo, com bons advogados, é possível “desmoralizar a realidade”!

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