• Postado por Tiago

O tribunal da dona justa condenou o governo da Santa & Bela a desembolsar uma baita indenização pra viúva de um enjaulado que foi morto pelos companheiros de xadrez no cadeião de Balneário Camboriú. Os desembargadores acham que era o estado quem deveria ter cuidado do traste pra que ele não acabasse assassinado.

A desgraceira rolou em setembro de 2002. Na época, Adelir de Lima, que cumpria pena em Balneário, tinha sido jurado de morte pelos coleguinhas de gaiola. Pra evitar que ele acabasse morto, a direção da cadeia na época transferiu o cara pro xilindró de Floripa.

Mas ele nem chegou a esquentar a buzanfa na capital manezinha. Seu advogado pediu à dona justa pra que ele voltasse pra Maravilha do Atlântico, mesmo sabendo que tava a perigo, e o pedincho foi aceito. Como era de se esperar, os desafetos de Adelir não deixaram por menos e deram cabo da vida do cara.

Anos depois, a viúva, Rosemaru Rückl, mãe de três filhos do defunto, entrou com uma ação pra exigir uma indenização do estado pela morte do amado. Esta semana, os desembargadores do TJ votaram a favor do pedincho.

Eles consideraram que mesmo que tenha sido Adelir quem quis voltar pro Balneário, era obrigação da direção da cadeia cuidar pra que ele permanecesse vivinho da silva. “O interior do presídio era verdadeiramente um depósito, um território livre sobre o qual a administração não mantinha nenhum controle, prevalecendo a lei da força bruta”, carcou o relator do processo, dotô Newton Janke.

Com a decisão, a viúva ganhou o direito de receber a bagatela de R$ 60 mil de indenização por danos morais. Os filhos do cara também vão receber pensão alimentícia que corresponde a 2/3 do salário mínimo, até completarem 25 anos. O estado pode recorrer da sentença no supremo tribunal da dona justa (STJ).

Absolvido

Em Itajaí, o lenhador Orli Nicolett, acusado de ter assassinado Genésio Antônio Heinzen em abril de 2006, no Brilhante 2, zona rural peixeira, foi absolvido pelo tribunal do júri na quarta-feira. Os jurados entenderam que o réu matou pra se defender.

Os dois se envolveram numa briga por disputa de terra. Na confusão, o lenhador sacou um trabuco e meteu três tirombaços na vítima, que caiu sem vida. No depoimento, Orli disse que foi ameaçado, por isso precisou puxar a arma.

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