• Postado por Tiago

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Marcos Emílio diz que obras não foram orçadas por metro quadrado

A história das reformas das 11 creches atingidas pela enchente de novembro virou empurra-empurra. Pra não passar por velhaca, a prefa de Itajaí vai pagar as obras. A grana pro trampo, de acordo com o secretário de administração, Marcos Antônio Emílio, deveria ter vindo do governo de Santa Catarina, mas ficou só na promessa. Já os comandados do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) disseram com todas as letras que a culpa é do governo federal, que não mandou a verba.

Pedro Manoel Ramos, presidente da comissão de reconstrução da secretaria de administração estadual, explicou que o estado faria apenas o meio de campo, repassando o dindim à city peixeira, mas que toda a bufunfa viria de Brasília. ?O ministério da integração cortou a verba municipal. Só vem dinheiro pra ser usado no pagamento das reformas dos colégios estaduais da região de Itajaí?, garantiu.

O mesmo foi dito por Cleonice Berejuk, gerente de administração da secretaria de desenvolvimento regional peixeira (SDR). Ela conta que, além do corte total da verba pra Itajaí, o estado teve o boicote de 50% de seu benefício. ?Eu não sei precisar exatamente agora o valor que será repassado pelo governo federal, mas posso garantir que com o corte da verba, das 36 escolas estaduais reformadas, só 21 serão pagas com o benefício. As outras terão que ser bancadas pela SDR?, garantiu.

No ministério da integração, em Brasília, a assessoria de imprensa tá na maior enrolação. Desde terça-feira, o DIARINHO busca uma resposta junto ao departamento de gestão dos fundos e investimento pro corte de verba aos peixeiros e até agora ninguém conseguiu dar uma resposta.

Preço estranho

O engenheiro civil da secretaria de educação peixeira, Charles Petry, explicou o motivo da diferença de até 200% no preço cobrado pelas empresas que fizeram as reforminhas nas creches da cidade. Ele disse que como foi uma reforma, e não uma construção nova, ocorreram imprevistos que, no decorrer da obra, aumentaram o custo. ?Nas construções novas, as empreiteiras cobram por metro quadrado de trabalho. Mas nas reformas o preço é pela empreitada, porque a gente não tem como prever exatamente o que precisará ser feito?, garante.

Marcos Antônio Emílio, secretário peixeiro de administração, confirmou o dito por Charles e acrescentou que, no jornal no município, a publicação da dispensa de licitação aparece com a especificação por metro quadrado porque é obrigação constar a informação no resumo do contrato.

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