• Postado por Tiago

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A empresa fica d?outro lado da vala, mas César diz que incomoda pacas

Dia e noite, os empresários Marlene e César Pereira, que moram na avenida Reinaldo Schmitausen, bem no finalzinho do parque Náutico dos Cordeiros, em Itajaí, têm que conviver com o bate-estaca que o estaleiro Navship, de Navegantes, tá fazendo. Além do barulhão infernal, dizem que a casa e o comércio deles tá cheio de rachaduras, que surgiram depois que o trampo iniciou, no início desta semana.

Diz o casal que a Navship usa duas máquinas que quando estão funcionando são de ensurdecer qualquer um. ?É uma vibração enorme. A casa e até o carro tremem?, afirma César. Falar ao telefone, então, é uma missão impossível quando as máquinas tão no trampo, revela o casal.

Marlene diz que ontem não conseguiu nem dormir porque os peões trabalharam até mais de duas horas da madruga. ?Itajaí tá virando uma terra sem lei?, lasca.

Não quis nem saber

Um homem que se identificou apenas como Aldo e que não quis informar sequer sua função na Navship, disse ao DIARINHO, num tom grosseiro, que a reclamação é ?inédita?. Ele também falou, com ironia, que a barulhada que fazem não é problema deles, já que o rio Itajaí-Açu separa Navegantes e Itajaí em quase 300 metros.

Questionado sobre o posicionamento da empresa em relação à reclamação, limitou-se a dizer que iria verificar, mas não informou quando. Pra completar, o maleducado desligou o telefone na cara da repórter.

Tá difícil

Maurício dos Santos, fiscal da Fundação de Meio Ambiente de Itajaí (Famai), garantiu que repassará o reclamo do casal para a Fatma, órgão do meio ambiente do governo estadual. Como a obra está localizada em Navega City, os fiscais da Famai não podem agir.

João Paulo Gaya, secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Navegantes, disse que não recebeu qualquer denúncia contra a Navship. O abobrão admitiu que não tinha muita informação sobre o caso e sugeriu que o DIARINHO conversasse com Paulo Mafra, que é superintendente da fundação do meio ambiente de Navega (Fuman). Ele não foi encontrado na Fuman e está sem celular, já que ainda não teria ido buscar o chip disponibilizado pela prefa para atender o povão.

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