• Postado por Tiago

Trampar e estudar nos estrangeiros é mais fácil e barato do que parece

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Com os intercâmbios, Diogo virou doutor e garimpou trampo de gerente nos Estados Unidos

No dia 15 de novembro a estudante de jornalismo da Univali, Mariana Vieira, 20 anos, voa para a Inglaterra. Durante três meses, vai trabalhar e estudar em Hasting, uma cidade litorânea da ilha britânica. Mariana integra um grupo de milhares de brasileiros que viram no intercâmbio internacional uma oportunidade de se capacitar profissionalmente, ganhar dinheiro, viajar a custos baixos e bombar o currículo.

Pelas estimativas da Belta, associação nacional que reúne 90% das agências de intercâmbio no país, no ano passado, mais de 120 mil brazucas viajaram para o exterior para estudar ou trabalhar. O número é três vezes maior do que o registrado em 2004. ?Os principais países para cursos de idiomas, pela pesquisa informal com associados da Belta, foram o Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Irlanda?, informa Bianca Antunes, da associação.

Há 11 anos Chico Pimenta encarou o desafio de um intercâmbio. Foi estudar inglês nos Estados Unidos. Hoje, gerencia uma agência em Blumenau. ?Quem faz o intercâmbio tem um diferencial no currículo e isso pode fazer a diferença na hora de uma contratação?, diz.

Alternativas

O intercâmbio, comenta Chico, pode acontecer de várias maneiras. ?Lá fora, você tem opções de estudar, de trabalhar ou de trabalhar e estudar ao mesmo tempo?, explica. Os Estados Unidos, que é um dos destinos mais procurados, é o único país que permite que as pessoas apenas trabalhem. Nos demais, a formação educacional é um requisito obrigatório.

Pra quem quer estudar e trabalhar ao mesmo tempo, as opções mais procuradas são Irlanda e Inglaterra, diz Chico, revelando: ?Para a Irlanda a procura é ainda maior porque não precisa de visto. Pode comprar tudo e embarcar daqui a uma semana?.

Pra quem é estudante e tem aproximadamente 16 anos, o agenciador sugere o programa conhecido como high school. O jovem fica durante um ano hospedado na casa de uma família norte-americana. Essa convivência possibilita que ele aprenda fluentemente o inglês e conheça os costumes do país.

Pra quem é mais velho e pensa somente em bombar o currículo com um curso de línguas, por exemplo, pode optar pelo programa Home stay. É como se você pagasse uma pensão na casa de uma família norte-americana. O cotidiano ajudará no aprendizado e os custos com hospedagem e alimentação são bem mais em conta.

É pensando nos baixos custos que Mariana, a jovem do começo desta reportagem, resolveu encarar o desafio de trabalhar enquanto estuda inglês. Será o que costumam chamar de au-pair, uma espécie de babá. ?Vou ficar três meses. Depois volto pra maratona de aulas. Senão acho que até ficaria mais. É uma boa oportunidade?, comenta a estudante. No novo emprego, vai substituir a irmã Marina, que está lá há três meses e volta para o Brasil no dia 22.

Um pacote para ir trabalhar nos Estados Unidos, com direito a passagem e seguro de saúde, custa hoje em torno de dois mil dólares. Para a Europa é um pouco mais caro. ?Pode custar de quatro a cinco mil dólares, sem a passagem, mas com seis meses de curso de inglês, um mês de moradia e um ano de visto de trabalho, informa Chico Pimenta. Se for por conta própria, como está fazendo Mariana, pode custar a metade do preço.

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