• Postado por Tiago

Trabalhadores da empresa Manserv, que cuida do carregamento de rebocadores e carretas que abastecem as plataformas de petróleo da Petrobras, cruzaram os braços na manhã de ontem e não têm data pra voltar a trampar. Eles pedem revisão no salário, que ganhou um baita corte em julho do ano passado, e querem voltar a ser representados pelo sindicato dos Aquaviários (Simetasc). A Manserv insiste em pagar o pessoal de acordo com o piso do sindicato da construção civil, que não tem nada a ver com o serviço.

Um funcionário da Manserv, que não quis se identificar com medo de represálias, disse que o problema começou quando a empresa ganhou a licitação da Petrobras, na metade do ano passado. Antes, os trabalhadores eram funcionários da firma Maroil. “A Marserv baixou muito o preço pra ganhar a licitação e o que eles pediram não daria pra pagar um salário digno pros empregados. Acabaram baixando nossos salários”, conta.

O piso salarial, que era de R$ 800, passou pra 539 pilas. Além disso, o vale-alimentação caiu de R$ 482 pra R$ 189. O presidente do sindicato dos Aquaviários, Paulo Neves de Cerqueira, falou que rolaram várias tentativas de negociação, mas a Manserv não quis saber de papo. “A greve deveria ser só em último caso. Mas não foi mais possível negociar”, disse. Rolaram até conversas na delegacia regional do Trabalho (DRT), pra tentar reverter a baixa no faz-me rir, mas nada funcionou.

Ontem, todos os 33 trabalhadores que tavam de serviço começaram o beicinho junto ao terminal portuário peixeiro (Teporti), na Murta. A empresa, que foi avisada da possibilidade de greve, trouxe funcionários de São Paulo pra tentar evitar que as atividades ficassem paralisadas. Mesmo assim, os boatos que corriam eram de que a Manserv levou um canetaço da Petrobras. “Pelo que sabemos, eles levaram duas multas por conta da greve”, disse Paulo.

O gerente operacional da Manserv, Adilson Almeida, não quis prestar informações e nem confirmar as multas ontem à tarde. Ele disse que entraria em contato com o departamento jurídico da empresa e que enviaria um comunicado oficial, que não pintou até o fechamento desta edição.

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