• Postado por Tiago

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Juliano, que trampa na Refibrás, é o acusado da barbaridade

?Eu sinto nojo até de mim, não tenho coragem nem de olhar pras pessoas?. A frase, cheia de amargura e vergonha, é da operária M.C.S., 43 anos. Ela foi estuprada no final da madrugada de sábado no São Viça, em Itajaí, depois de sair do trabalho. O bandido é Juliano Citadin, 28, preso logo após o crime. A vítima conversou com o DIARINHO na sala de espera do IML, assim que fez o exame de corpo delito. Já Juliano não abriu a boca para se defender. A esposa do acusado, que também estava na delegacia, jurava que o marido seria incapaz de cometer tamanha barbaridade. Pra temperar a história com mais pitadas de revolta, o crime ainda teria rolado na frente do filho de Juliano, de apenas dois anos e sete meses.

O clima era de tristeza e indignação na manhã de sábado, na 1ª delegacia de Itajaí. O filho da vítima, maior de idade, esperava a mãe calado e sisudo na sala do IML. Já a família do acusado, conversava agitada e apreensiva pelo corredor da depê. ?Meu marido não faria algo assim?, disse a esposa do acusado, que pediu para não ser identificada. Juliano trabalha nos armazéns da Refribrás, na Itaipava, como ajudante de serviços gerais.

Depois de ter passado pelo exame de corpo delito, ainda muito abalada, M.C. conversou com o DIARINHO. Disse que não conhecia o desalmado. Como faz todos os dias depois de largar o trabalho noturno na fábrica da GDC, na Murta, passou pela avenida Nilo Bittencourt, no bairro São Vicente, para chegar até em casa. Foi lá, por volta das 5h e perto de um pátio de contêineres, que diz ter sido atacada por Juliano. Ele a ameaçou com uma ferramenta daquelas usadas para trocar pneu de carro, a derrubou no chão e a arrastou até o carro, o Uno vermelho, placa AGD 4757 (Palotina/PR).

?Não faz isso não, moço, eu tenho filhos?. M. diz ter chorado e implorado desesperadamente pro tarado. Mas de nada adiantou. A operária, sempre sob as ameaças de morte, foi colocada no fiatzinho. O filho de Juliano, lembra M. estava deitado no banco de trás do veículo. O tarado seguiu até um terreno baldio nas proximidades e lá violentou sem dó nem piedade a trabalhadora.

As coisas começaram a dar errado para Juliano quando ele não conseguiu tirar o carro do terreno baldio. Nessa hora, M. aproveitou e saiu correndo para sua casa, que fica nas proximidades. A PM foi chamada e Juliano encontrado na rua Maria de Nunes Silva. A caranga do tarado estava com um pneu furado.

Juliano não quis falar com o DIARINHO. Algemado e de cabeça baixa, seu corpo exalava um cheiro de bebida alcoólica. Ainda naquela manhã, ele foi levado pro cadeião peixeiro.

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