• Postado por Tiago

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Mulherada tá indignada com a interventora

Ex-funcionárias do Abrigo Luz do Amanhã abriram novamente o berreiro contra a interventora da instituição por causa de três meses de salário em atraso. ?Nós só queremos o que é nosso direito. Estamos com as nossas contas de água, luz e telefone atrasadas. Queremos justiça?, disse Tereza Weiss, que trampou no abrigo por dois anos.

Adriana Gonçalves e Adair da Silva Bernardes, que tramparam cinco anos no local, também tão indignadas com a demora no pagamento. Elas alegam que foram ?tratadas como cadelas? pela interventora do Luz do Amanhã, Ana Cláudia de Noronha. As duas relatam que, da noite pro dia, ficaram sabendo das demissões e depois disso nunca mais foram recebidas com decência no abrigo.

As ex-funcionárias, que são 11 ao todo, falam que a prefa liberou no mês passado, através de um convênio, mais de R$ 37 mil em parcelas atrasadas e, mesmo assim, o salário delas não saiu. ?O dinheiro tá lá. Não sei por que não querem nos pagar. O que eles querem com esse dinheiro??, pergunta Tereza.

Ana Cláudia, a interventora do abrigo, explicou que os antigos salários não foram quitados porque o convênio firmado com a prefa não permite que se pague contas em atraso. Ela alega que as 11 funcionárias demitidas eram da época da antiga presidente do Luz do Amanhã, Cida Cascaes. ?Eu tenho um documento da prefeitura que comprova isso. O caso está correndo na justiça e por enquanto nada pode ser feito?, garante.

O secretário da criança e do adolescente, Nilson Luiz Ramos de Oliveira, disse que existe um artigo na lei dos convênios que confirma o que foi dito pela interventora. O bagrão reforçou o motivo do corte no convênio e da intervenção no abrigo Luz do Amanhã. ?O convênio no abrigo estava bloqueado porque não havia prestação de contas na antiga administração do local. O repasse só foi garantido novamente por uma ordem judicial?.

Alimentos e móveis abandonados

Além dos salários atrasados, as ex-funcionárias alegam que a interventora Ana Cláudia deixou a antiga sede, na rua Professor Mário Mello, no São João, entregue às baratas. Segundo as moçoilas, só os móveis novos foram levados e cerca de 100 quilos de carne em bom estado foram deixadas no freezer.

Informações que foram contestadas por Ana Cláudia. A interventora falou que os móveis deixados na antiga casa possuem laudos da secretaria de saúde e vigilância sanitária como inadequados pro uso. ?Tudo o que estava em bom uso foi levado. Alimentos não foram deixados no local?, afirma.

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