• Postado por Tiago

INTERNA-POLÍCIA-PAGINA-NOVE-p--João-Alexandre-Mafra-(5)

Família se reunião para dar o último adeus ao empresário

A polícia de Santiago, no Rio Grande do Sul, já sabe que o empregado suspeito de matar o empresário João Alexandre Mafra, 65 anos, dono das Cristais Mafra, é na verdade Carlos Roberto Sassi Sheffer, 38, um bandidão famoso em terras gaúchas. A vítima foi encontrada morta segunda-feira no quarto do hotel Glória. O empresário tinha viajado para o Rio Grande do Sul a negócios, acompanhado do funcionário. O vagabundo sumiu levando o carro e a pasta recheada com documentos e cerca de mil reais do patrão. Até agora nenhuma pista do desalmado apareceu. A suspeita é que o traste tenha cruzado a fronteira em direção ao Uruguai. Santiago está localizado a 100 quilômetros da fronteira.

A polícia chegou ao nome do suspeito depois de cruzar informações com o registro do contrato de trabalho do traste. O delegado João Carlos Brum, que preside o inquérito que investiga o assassinato do empresário, garante que o suspeito tem uma ficha extensa de crimes no estado gaúcho. O traste se registrou no hotel com nome falso.

O dotô garante que nos arquivos da polícia tem a foto do bandidão, que será usada na investigação do crime. O delegado explica que não conseguiu acessar a foto, porque a chuva que atingiu o estado vizinho provocou uma pane no sistema de informática da delegacia.

Com a fuças do vadio, a investigação pretende fazer uma varredura no comércio e no hotel em que João e o empregado estiveram em Santiago, para tentar fazer o reconhecimento do assassino. O bandido é um homem moreno, careca, gordo e com cerca de 30 anos.

Pelas evidências encontradas no local do crime, o delegado dá como certa a prática do latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. O corpo foi encontrado em uma poça de sangue com marcas de pancadas na cabeça. No quarto do assassino tinha uma cadeira quebrada, que deve ter sido usada para matar o coitado. O laudo do instituto Médico Legal do Rio Grande do Sul apontou como causa da morte afundamento de crânio por espancamento.

36 anos de comércio

Na noite do crime, Carlos teria passado na recepção do hotel, comprado duas latas de cerveja e subido para o quarto do chefe. Minutos depois ele desceu com a pasta do empresário e desapareceu com o carro da vítima. As duas cervejas foram deixadas intactas ao lado da cama. As impressões digitais também serão usadas como prova do crime.

Os tiras já comunicaram aos postos da polícia rodoviária dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul pra tentar localizar o mequetrefe, mas até agora ninguém guentou o possante do empresário. ?Pela ficha criminal do bandido, acho bem provável que ele tenha saído do país pra revender os cristais que estavam no carro. Ele é capaz de qualquer coisa?, completa o dotô. Carlos foi apresentado ao dono da loja de cristais há cerca de um mês através de um amigo do empresário.

O corpo do empresário foi enterrado na tarde de ontem, no cemitério da Fazenda, em Itajaí. Amigos e familiares lotaram o cemitério para dar o último adeus ao empresário. João Mafra era bastante conhecido no comércio de Itajaí, onde tinha a loja Cristais Mafra desde 1973.

A ex-mulher do empresário, Arquísia Mafra, contou que João Mafra era muito trabalhador e sempre gostou de viajar para vender cristais. Com a ex-companheira, Mafra teve quatro filhos, sendo um morto. Conforme Arquísia, o ex-marido nunca teve muitos cuidados para escolher funcionários, e por isso estava viajando com um empregado recentemente contratado.

  •  

Deixe uma Resposta