• Postado por Tiago

O delegado Marco Aurélio Marcussi indiciou ontem o ex-prefeito da Barra Velha, Valter Zimermann (DEM), pela terceira vez só este ano. Desta vez Valter vai ter que responder pelo crime de responsabilidade. Além de deixar uma dívida de R$ 5,8 milhões na prefa, o ex-prefeito também vai ter que explicar como torrou R$ 675 mil da prefeitura. O dinheiro saiu do caixa, mas não tem qualquer documento que mostre como foi gasto.

Zimermann vai ser ouvido quinta-feira. O delegado explicou que 60 fornecedores ouvidos durante a investigação contaram que levaram um calote da administração passada.

O secretário de Finanças da Terra do Pirão, Francisco João Rodrigues, explica que as dívidas deixadas por Zimermann foram encontradas dentro de uma pastinha jogadas na secretaria. Entre as contas que o governo passado não quitou estão R$ 60 mil para a empresa Marujo Amigo, de São Francisco do Sul, que fez a limpeza do óleo que vazou da draga que tava abandonada na lagoa. A dívida com Águas de Barra Velha chega a R$ 204 mil. A prefeitura também ficou devendo R$ 60 mil para o Rudinick Minério Ltda, referente ao gasto com óleo diesel dos veículos oficiais. Tem até dívida com passagem em ônibus da Catarinense.

O que diz o ex-prefeito

O ex-prefeito Valter Zimermann disse ontem que tava em Florianópolis e ainda não tinha sido informado oficialmente. Para ele, o delegado tá louco em querer investigar crime de responsabilidade. Mesmo assim, ele garante que, se tiver que depor, vai cumprir com a obrigação, mas não tem nada para fala. “Quem tem que investigar esses casos é o Ministério Público e não a polícia Civil”, alfinetou. O delegado Marcussi garante que, após ouvir o ex-prefeito, irá enviar o processo para a dona justa.

O ex-prefeito já teve até sua prisão preventiva pedida, mas a justa negou o pedincho. O primeiro rolo foi por causa de um estacionamento para veículos recolhidos por guinchos, cujo contrato para a exploração do serviço não tava sendo cumprido. A segunda foi por causa do superfaturamento na compra de dois terrenos. A prefa indenizou os proprietários com R$ 3 mil, sendo que os terrenos valiam R$ 70 mil.

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