• Postado por Tiago

Um ex-vigia da empresa Tele-Alarme, que era amigo de Ailton, e que preferiu não se identificar, detona as condições de trampo da empresa. “Antes nós fazíamos o serviço de carro, que era bem melhor e mais seguro. Mas agora que a empresa decidiu fazer tudo de moto, ficou mais complicado. A gente vive dando de cara com bandido, e de moto ficamos mais vulneráveis”, debulha o carinha.

“Eu me recusei a fazer o serviço de moto e me mandaram embora. Se o Ailton estivesse de carro, por exemplo, naquela madrugada, teria conseguido frear a tempo. De moto não tem como. Poderia ser comigo também ou com qualquer outro”, lamenta o trabalhador, que já abandonou a empresa. Outro reclame do cara é que, apesar dos vigilantes tramparem como vigias, na carteira de trabalho eles são contratados para outra função. “Nós somos atendentes de alarme. Isso só para não termos sindicato e recebermos menos”, afirma.

O presidente do sindicato dos Vigilantes de Itajaí (Sinvac), Adilson Luiz Grando, explicou que a função de atendente existe e que somente agora que a categoria está criando um sindicato no estado. “Por enquanto, nós respondemos por eles aqui na região”, explica. Mas ele confirma que o atendente recebe menos que um vigilante. Hoje, o piso da categoria é de R$ 980 mais R$ 123 de vale alimentação, enquanto os peões da Tele-Alarme recebem, segundo o denunciante, R$ 800.

Adilson ainda afirmou que hoje irá a Piçarras conversar com a família de Ailton e colocar à disposição a ajuda do sindicato. “Eu vou fornecer tudo o que eles precisarem, desde advogado pra entrar com uma ação e essas coisas”, garante. Embora a Tele-Alarme não esteja registrada no sindicato dos vigilantes, Adilson garantiu que a empresa tá legalizada.

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