• Postado por Tiago

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Explosão deu um cagaço na vizinhança na sexta-feira

A detonação de pedras nos fundos de um prédio na rodovia Osvaldo Reis, que na sexta-feira por pouco não acabou em tragédia, foi parar no ministério público (MP). O dono do terreno onde rolava o trampo, Daniel Horácio Bemon, tem uma reunião hoje à tarde no fórum pra explicar o acontecido e tocar a obra numa boa. O empresário contou que não estava no local no momento do acidente e que a empreiteira contratada pra fazer a detonação vai pagar o estrago nas carangas atingidas pela chuva de pedras.

Daniel explicou que decidiu detonar as pedras nos fundos do prédio comprado por ele, ao lado do motel Recamier, na descida do morro cortado, porque pretende construir mais um edifício comercial no local. Pra dar continuidade à obra sem ter empecilhos, o empresário quer o aval do MP, já que possui as licenças ambientais pra seguir com a construção. ?O processo de detonação das pedras já chegou ao fim e nós iniciaríamos agora a terraplanagem?, disse.

Tintim por tintim

O empresário tirou o seu da reta e falou que a detonação das pedras era de inteira responsabilidade da Benata Empreiteira de Mão de Obra, empresa de Blumenau, que segundo Daniel, é a única do estado autorizada pelo exército a usar explosivos. ?O contrato que eu firmei com eles previa toda a parte de segurança das detonações. Tanto que a empresa vai arcar com o prejuízo dos carros atingidos pelas pedras?, garantiu.

O dono do terreno afirmou que não fugiu do local depois do acidente na sexta-feira. Daniel contou que no momento da chuva de pedras estava na prefa peixeira e só ficou sabendo do acontecido depois.

A empreiteira Benata disse ao empresário que seus funcionários tavam fazendo a detonação da última pedra quando rolou o acidente. Como era pequena, os peões não acharam necessário interromper a pista e chamar um técnico pra se livrar da pedra. No fim, deu no que deu.

Detonação não pode mais

O diretor de fiscalização da Famai, Jonas Pereira, explicou que o empresário Daniel Horácio Bemon tem todos os alvarás pra dar continuidade à obra, mas a detonação de pedras no local tá proibida. ?A terraplanagem, que seria o próximo passo, está dentro do permitido. Agora, nós vamos esperar esse acerto com o ministério público pra que haja o comprometimento do proprietário no seguimento da construção?, explicou.

Jonas garantiu que a chuva de pedras não causou danos ambientais no local, mesmo assim, o dono da obra vai responder a um processo administrativo.

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