• 01 dez 2009
  • Postado por Tiago

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Uma cidade com sérios problemas de desenvolvimento social, de planejamento urbano, criminalidade e uma grande dependência de sua ?filha rica?. A prefeita Luzia Coppi Mathias (PSDB) tem um pepino e tanto para descascar à frente da prefeitura de Camboriú. No Fala Prefeito! de hoje, a loiruda comandante de Cambu responde perguntas da comunidade sobre alagamentos, segurança e geração de emprego.

O que a prefeitura tem feito para resolver os constantes alagamentos, principalmente na região do Tabuleiro e Monte Alegre? – Adiles de Mello, 26 anos, vendedora

Luzia – Após as enchentes de novembro, nós contratamos uma empresa que está fazendo um plano de drenagem para toda a cidade. Eu não faço mais nenhuma obra na cidade se ela não tiver plano de drenagem. Devo receber o estudo nos próximos dias, e o plano vai resolver tanto os problemas de pavimentação quanto de drenagem. Paralelo a isto, desassoreamos vários rios, que geravam muitos problemas na região do Monte Alegre, no Rio do Meio, no Rio Pequeno, nos rios maiores onde foram os focos de enchente. Já com o estudo em mãos, iremos começar a fazer um trabalho planejado, não quero mais fazer drenagem no ?achismo?.

A força-tarefa que foi criada está dando resultado? Fora ela, o que mais será feito para dar mais segurança à população da cidade? – Antônio Nunes, 47 anos, pedreiro?

Luzia ? Esta força-tarefa pode aparentar ser da polícia, mas ela não é. É uma força-tarefa da comunidade. Nós formamos uma comissão de segurança com diversas entidades, e cada uma delas está fazendo a sua parte. O conselho tutelar criou o programa Acolher e Encaminhar, e ele foi um sucesso, já foram mais de 50 crianças, acompanhadas por psicólogos, terapeutas e assistentes sociais. A secretaria de Educação começou a abrir a escola à noite para os pais e contratou psicólogos para instruir os pais sobre como tratar seus filhos que tenham problema com drogas ou com a criminalidade. A secretaria de Obras está reforçando a iluminação pública. As polícias Civil e Militar também fizeram a sua parte, trazendo mais agentes para a cidade. Além disso, transformamos o pelotão da PM que tínhamos aqui em uma Companhia e estamos construindo a segunda delegacia na cidade, no Monte Alegre. Esta foi a força-tarefa.

Balneário Camboriú, desde que se desmembrou de Camboriú, teve um crescimento econômico e social muito maior do que a cidade-mãe, mas mesmo assim muitos camboriuenses continuam trabalhando para gerar riqueza em Balneário. A senhora acha que Balneário tem uma dívida com Camboriú? – Vanderlei Arruda, 75 anos, aposentado.

Luzia – Balneário Camboriú não tem nenhuma dívida com a gente. Quem tem dívida com Camboriú são as pessoas que administraram a cidade até 2005. Antes de 2005, a cidade era uma vila, uma cidade dormitório de Balneário. Agora, estamos administrando a cidade em outro foco, independente, com possibilidades de desenvolver um turismo rural, a indústria, o comércio. Abrir novos horizontes, com acessos a Brusque, Itajaí e Itapema. O que precisamos é um planejamento efetivo para os próximos 50 anos, e este é o nosso maior desafio. As obras eu vou fazer de acordo com a disponibilidade financeira, mas eu deixarei a cidade planejada para os próximos 50 anos. A divisão entre as duas cidades já ocorreu, e agora temos que administrar a cidade.

O que a cidade está fazendo para criar novos postos de trabalho? – Mariluci Garcia, 24 anos, empregada doméstica

Luzia ? Hoje, se você notar o movimento das estradas no horário de pico, dá para observar que tem muita gente que mora em Balneário e trabalha em Camboriú, principalmente na construção civil, que foi o setor que mais se desenvolveu na nossa cidade nos últimos cinco anos. Estamos fomentando a indústria, regularizando o distrito industrial, divulgando e investindo no turismo rural, investindo na infraestrutura urbana, estamos pensando em uma Camboriú grande.

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