• 23 dez 2009
  • Postado por Tiago

EP---Coluna---Prefeito-Pinguim

Ele venceu as eleições do ano passado por uma diferença de apenas 29 votos, contra o seu ex-aliado e agora adversário político Leonel Martins (PSDB), e teve que administrar uma cidade devastada pelas enchentes de novembro de 2008. O prefeito de Piçarras, Umberto Teixeira (PP), o popular Pingüim, conversou com o DIARINHO sobre o balanço do primeiro ano de governo, sobre a polêmica taxa de lixo cobrada na cidade e, é claro, sobre Pavan.

DIARINHO – Que balanço o senhor faz de seu primeiro ano de governo?

Pingüim – O início da gestão foi bastante conturbado em função das enchentes que assolaram a região. Assumimos a administração com a cidade em estado de emergência, com famílias desalojadas e ruas, bairros inteiros, em baixo d?água. No Santo Antônio, por exemplo, em algumas ruas que foram pavimentadas durante a eleição, sem o dimensionamento correto de tubulação, as pessoas precisaram sair de suas casas. Diante deste caos, a garagem da secretaria de Obras possuía apenas dois equipamentos em funcionamento, o restante estava abandonado e precisou ser reformado às pressas para atender à população. Na área da saúde, encontramos um sistema sobrecarregado, com estrutura precária e frota sucateada. Foi preciso um grande esforço econômico para poder investir. Reduzimos o número de secretarias de 12 para 7, cortamos uma série de gastos e buscamos incessantemente recursos dos governos estadual e federal.

DIARINHO – O senhor sempre criticou a taxa de lixo cobrada pela prefeitura, mas quando assumiu, não mudou nada, continua cobrando igualzinho. Como fica esta situação?

Pingüim – A taxa de lixo, é importante lembrar, não é cobrada pela prefeitura. Essa cobrança é feita diretamente pela empresa responsável pelo serviço. O que sempre critiquei é a forma como a coleta de lixo em Balneário Piçarras foi terceirizada em 2005, sem autorização da Câmara de Veradores, o que é ilegal. Além disso, a administração da época também reajustou os valores da tarifa indevidamente, o que motivou uma ação do Ministério Público para que os valores sejam restituídos pela empresa. O reajuste anual deste ano será exatamente o que prevê o contrato, com base no IGP-M. É importante lembrar também que, durante esses quatro anos, os compactadores de lixo que havíamos adquirido em gestão anterior foram abandonados no pátio da secretaria de obras. Viraram sucata. Mesmo que a justiça determinasse o retorno do serviço de coleta para a prefeitura, não teríamos como assumí-lo. Além disso, há um contrato firmado entre a empresa e o Governo Municipal. Por isso parece-me bem conveniente para aqueles que terceirizaram a coleta agora quererem devolvê-la para o município. Por traz dessa distorção de fatos há um interesse político alheio a coletividade.

DIARINHO – Porque o senhor brigou com o Leonel, seu ex-aliado político?

Pingüim – Primeiro que o que houve não foi uma briga, mas um desentendimento político. Foi ex-prefeito quem mudou de partido, não eu. Ele ganhou visibilidade política, todos sabem, a partir do momento em que assumiu um posto em minha primeira administração, pelo PP. Foi meu vice-prefeito e, a partir de então, emergiu como candidato natural em 2004. Os desentendimentos surgiram devido a sua postura administrativa, que inchou a máquina pública, desarticulou um dos melhores sistemas de saúde da região e parou de investir no crescimento da cidade. Ou seja, deixou de dar continuidade a um trabalho que já havia sido aprovado três vezes pela população e pelo qual ele havia sido eleito.

DIARINHO – O senhor acredita que o PP deva se aliar ao PT nas eleições? Ou acha que ainda possa ser reeditada a antiga coligação entre PP e DEM?

Pingüim – O diretório estadual do partido tem dado prioridade a uma aliança com o PT. Nós acataremos a decisão soberana da convenção estadual, mas até lá muita coisa ainda pode acontecer.

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