• Postado por Tiago

Peões tão indignados com a demora no pagamento

O pagamento de serviços prestados por um empreiteiro na reforma da escola municipal João Duarte, no bairro São João, em Itajaí, tá gerando uma baita confusão. Cassius Joel Paiva, 27 anos, é chefe da peãozada e diz que a empresa Concretil está atrasando o pagamento dos serviços que, segundo ele, foram terminados sexta-feira passada. ?A obra está pronta, limpa e entregue, mas somos em 15 funcionários e ainda não recebemos o acerto final?, lascou.

O peão afirma que o tal acerto de pagamento deveria ter sido feito ainda na semana anterior, apesar da obra não estar concluída. ?Ficaram de pagar tudo na semana retrasada, mas só deram uma parte. A outra deveria ser nesta sexta, mas até agora, nada?, bufou.

Maurício Goulart, 59, é um dos sócios da empresa Concretil Construções Ltda, e afirma que os pagamentos tão todos rigorosamente em dia. ?O que esse empreiteiro solicitou foi um adiantamento do acerto final, mas não concordamos, pois a obra já deveria ter sido concluída há mais de um mês?, sisplicou.

Segundo ele, as obras deveriam ser entregues no dia 25 de junho e nenhuma justificativa foi dada pro atraso. Havia uma cláusula no contrato assinado com o empreiteiro, que previa multa diária de 500 reales. Apesar disso, o empresário diz que decidiu não cobrar a multa.

No ramo da construção há 40 anos, Maurício afirma que jamais atrasou um pagamento. ?Em construção civil, só se recebe depois de trabalhar?, lasca. Ele diz que por ter o pedido de adiantamento negado, o empreiteiro Cassius ameaçou quebrar todas as vidraças da escola. ?Já fizemos um boletim de ocorrência para registrar essa ameaça?, disse.

O empresário diz que a última parcela da obra será honrada na próxima sexta-feira, quando tudo estiver pronto. ?E só faremos o pagamento com a presença dos advogados, no sindicato dos trabalhadores da construção?, prometeu. Pro empresário, a medida é necessária para colocar um ponto final nessa história e garantir que os outros peões recebam do empreiteiro a parte que eles têm direito.

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