• Postado por Tiago

O DIARINHO tem recebido cartas de leitores aperreados com a indicação do músico Oliver Dezidério, 31 anos, pro cargo de diretor do conservatório de música porque o músico também trampa em Floripa. Na capital manezinha, ele é professor de piano e tecnologia musical na Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), e, além disso, mantém um estúdio em Itapema. Segundo os leitores, a city peixeria tá cheia de profissionais gabaritados pra assumir o posto em período integral, de forma a valer os R$ 4 mil de salário. Oliver diz, no entanto, que consegue dar conta do recado.

“Eu compenso o dia em que vou a Florianópolis com o turno noturno, pois o conservatório trabalha nos três turnos”, se defendeu. Com relação ao estúdio em Itapema, o músico diz que tá fechado, pois desde que assumiu o conservatório, ficou sem tempo. “Eu tenho um sócio e poderia tocar ambas as atividades, mas estou desempenhando mais funções do que apenas dirigir o conservatório. Pela falta de pessoal na fundação cultural, às vezes desempenho até função de secretária”, afirma.

O superintendente Agê Pinheiro confirma o acúmulo de funções. “Além de desempenhar sua função no conservatório, Oliver trabalhou direto na organização da semana do município, desenvolve projetos e busca parceria para a realização das atividades culturais”, relata. E o acúmulo de função não se restringe ao diretor do conservatório. Agê diz que duas diretorias da Fundação ainda estão sem abobrões e que a atual diretora da Casa da Cultura Dide Brandão, Ane Fernandes, tá tendo que organizar exposições em todo o município.

Oliver acredita que o berreiro é orquestrado por um músico que tinha sido indicado pro cargo de diretor do conservatório, mas alunos e professores foram contra. Oliver foi a segunda opção. “Quando me convidaram, eu já estava comprometido com a Udesc, mas de nenhuma forma um trabalho atrapalha o outro”, acredita.

No momento, o pianista tá correndo atrás de um local pra realização das oficinas do Festival de Música de Itajaí, já que a casa da cultura tá em reforma. “No ano passado foi feito numa escola da rua Tijucas, mas como não tinha isolamento acústico, atrapalhava as aulas de instrumentos diferentes. Este ano já conversamos com o pessoal do clube Atiradores, parque Dom Bosco e na Vila Operária”, contou.

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