• Postado por Tiago

segunda-11---pavan

Pavan acompanhou o julgamento do TSE na sede executiva nacional do PSDB

Por seis votos a um, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram ontem à noite manter no cargo o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e o vice, Leonel Pavan (PSDB). A ação que pedia a cassação do diploma dos dois – de autoria da coligação Salve Santa Catarina – foi considerada improcedente pelos becados. Pra eles, faltavam documentos que pudessem comprovar abuso de poder político e econômico por parte de LHS no período que antecedeu à campanha que o reconduziu ao cargo, em 2006.

A sessão começou perto das 19h30, quando os advogados de acusação e defesa puderam se justificar. O falatório durou uma hora e em seguida o ministro relator, Félix Fischer, começou a ler o calhamaço que confirmou seu voto favorável à permanência de LHS e Pavan no cargo. Antes do intervalo da sessão, o ministro Joaquim Barbosa acompanhou o voto do relator. No retorno ao trabalho, os outros quatro ministros também votaram a favor da permanência da dupla no poder.

Por fim, o presidente do TSE, Carlos Ayres Brito, encerrou o caso, mas antes comentou que considerouabuso de poder político por parte do acusado e por isso votou pela condenação. Como seu voto não valia mais nada, deu por encerrada a sessão. Durante a sessão, LHS ministrava uma palestra em Joinville e de lambuja assistiu a uma apresentação do balé Bolshoi. Após o resultado, uma grande festa, com direito a queima de fogos, rolou na casa do governador. Acompanhado do presidente da Celesc, Eduardo Pinho Moreira, do prefeito da capital, Dário Berger, e duma tropa de puxa-sacos, LHS celebrou. ?É o fim da política feita com raiva, e perseguição nos tribunais. Quem quiser fazer política assim não vai ter sobrevivência nem nos votos e nem nos tribunais?, disse o governador. Pra LHS, o processo não deixou respingos em sua imagem política. ?Causou desgaste ao adversário. As pessoas sabem o que estamos fazendo em Santa Catarina?, disse.

Pavan assistiu ao julgamento na sede do PSDB em Brasília, acompanhado da tropa de elite do partido. No começo da noite, borrado de medo de perder a boquinha, deu um pulo na catedral da capital federal. ?Viemos pedir força divina para nos iluminar neste momento e em todas as horas?, disse.

Amin tava em Lages ontem à noite, participando duma palestra. Disse apenas que saiu satisfeito com o trabalho feito por sua equipe de advogados e não se sentiu derrotado. Ele não acompanhou a sessão até o final porque tinha que voltar a Floripa, mas quando soube do voto do relator e do ministro Barbosa, meio que jogou a toalha.

O relatório

O calhamaço do ministro Félix foi sonífero, mas resumiu claramente que a turma do Esperidião Amin não conseguiu juntar provas que pudessem comprovar que o LHS teria se passado na dose e usado e abusado do poder pra conseguir a reeleição. Jornais sem indicação de data e tiragem, vídeos de TV também sem informações contundentes não foram consideradas provas suficientes pra tirar o canudo do LHS e Pavan.

O único ponto que deixou o ministro Félix meio intrigado foi a acusação de que LHS teria se apropriado da proposta do Amin de acabar com o IPVA das motocas. Mesmo afastado do cargo, LHS concedeu entrevista poucos dias antes da eleição dizendo que o projeto havia sido encaminhado à assembleia e que seria votado antes da eleição. Apesar de não ter estudo de impacto na receita estadual, o ministro entendeu que aquilo não era prova suficiente pra cassar LHS.

O caso

A coligação formada pelo PP, PV, PMN e Prona não gostou do candidato Esperidão Amim ter perdido a eleição pra LHS. Após o pleito começou a peregrinação judicial pra não deixar o cara assumir. Vencidos em todas as instâncias estaduais, foram pra Brasília, onde o processo arrastou-se, principalmente após o pedido da inclusão do Pavan naacusação. Nesta fase, três ministros já haviam votado a favor da cassação e por isso havia grande expectativa de que LHS não acordasse hoje como governador.

  •  

Deixe uma Resposta