• Postado por Tiago

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Vigilância diz que a máscara é indicada pra quem já tá doente

O álcool em gel e as máscaras cirúrgicas viraram artigo raro nas farmácias da região. O povão desesperado com a gripe porca tem atacado às drogarias e acabado com o estoque dos produtos pra se prevenir da desgraceira. Tem comerciante da região que tá racionando as poucas máscaras que sobraram e implorando pros distribuidores darem um gás na entrega dos produtos.

Em uma semana, a galera prevenida papou a caixa com 200 máscaras da farmácia Matos do bairro das Nações, em Balneário Camboriú. Pra não ficar sem o produto, o dono do comércio, Claudinei Matos, chorou pros distribuidores e conseguiu garantir mais uma caixinha com 50 máscaras. ?Não tem mais pra vender, eu só consegui a última?, conta.

Na Drogaria Catarinense o problema maior é o álcool em gel, usado pra desinfetar as mãos. Há duas semanas os funcionários da farmácia não recebem um potinho sequer de álcool. ?Essa procura aumentou quando aconteceram as mortes no Rio Grande do Sul. Agora, nem o nosso distribuidor tem pra revender?, conta a farmacêutica Márcia Ferreira.

O perrengue é o mesmo na Farmanei, da avenida Brasil. Por lá, o estoque de máscaras acabou semana passada e o pessoal teve que correr pra garantir mais caixas no estoque. ?Muitos que vêm aqui comprar nem estão gripados. Notamos que os clientes compram mais é por medo e curiosidade?, explica o gerente Vagner Barbosa.

Uma adolescente de Balneário foi uma das interessadas que garantiu uma máscara na manhã de ontem. A moçoila, que não quis se identificar, tá gripada e desconfia que pode estar com o vírus H1N1. ?Estou levando 10 máscaras de uma vez só porque tenho que trocá-la três vezes ao dia?, disse. A troca de máscara é uma recomendação médica pra evitar que o treco fique infectado pelo vírus.

A notícia da grande procura pelas máscaras e o álcool em gel chegou ao conselho regional de farmácia (CRF), que tem orientado os farmacêuticos a darem todas as instruções ao povão curioso. ?Nessa pandemia temos muitas informações que ainda são desconhecidas. E o grande temor da população é do desconhecido?, afirma o assessor técnico do conselho, Ronald Ferreira dos Santos.

As orientações são pra que a galera gripada não fique se aglomerando em ambientes fechados, não tome remédio por conta e procure um médico se estiver com febre alta, tosse, dor no corpo e falta de ar aguda.

Não resolve muita coisa

Pela recomendação da vigilância epidemiológica da Santa & Bela, o uso da máscara e do álcool em gel não impede que ninguém pegue a doença. O diretor da vigilância do Estado, Luís Antônio Silva, explica que os aparatos são paliativos e por isso é bom que o povão pare de fazer estoque dentro de casa. O álcool ajuda a manter as mãos limpas e a máscara é recomendada apenas pra quem já está dodói. ?Não há nenhuma evidência científica que ela previne a doença. Na rua mesmo, ela acaba não tendo nenhuma função?, explicou.

Por isso, quem está com suspeita de ser portador da gripe porca deve seguir as recomendações e ficar dentro de casa ou no hospital. Luís relembra que a máscara também deve ser trocada a cada duas horas. ?A máscara tem uma validade muito pequena pois causa umidade?, explica. Pro cara, qualquer tipo de máscara é indicada aos doentes, desde as molinhas que cobrem quase todo o rosto, até as durinhas que só tapam o nariz e a boca do paciente.

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