• Postado por Tiago

Um dia após o enterro de Alisson Machado, 16 anos, a família da vítima já começou a se mexer pra denunciar os policiais militares que trampavam na ocorrência que resultou na morte do menino, no bairro São Vicente, em Itajaí. Pros familiares, Alisson foi vítima de um pontapé dado por um milico, e não teve um ataque de asma, como a PM informou na quarta-feira, dia da morte do coitado.

O primeiro passo dos familiares foi ir atrás do Ministério Público pra pedir ajuda e exigir um novo depoimento das testemunhas que tavam na casa do tio de Alisson, onde teria rolado a agressão, depois de uma geralzona atrás de um traficante. A tia da vítima, Rita de Cássia dos Santos, garante que uma das testemunhas, identificada como Taís, foi forçada pelos PMs a inventar que Alisson tinha problemas respiratórios.

Rita explicou que o abalo pela morte do guri foi tamanho, que a família optou por não tomar nenhuma medida até ontem, e por isso nem boletim de ocorrência foi registrado ainda. Ela conta que, por enquanto, a família só pegou a ficha de acompanhamento médico do garoto, no posto do bairro, pra provar que ele nunca teve problemas de saúde.

“Nós queremos só fazer justiça, para que outros garotos não morram na mão da polícia, como aconteceu com meu sobrinho. Só queremos limpar a honra dele”, lasca a tia.

Alisson trampava numa oficina mecânica e entrou na casa do tio porque estranhou a janela aberta, já que o dono da baia tava trampando. Lá, a PM dava uma geral em quatro pessoas, atrás de drogas. A versão da família é que o guri entrou na baia pela porta, e não pela janela como informou ontem, e recebeu um chute no peito e levou choques.

Causa indeterminada

Durante a tarde de quinta-feira, o médico legista do IML voltou a analisar os exames feitos no corpo de Alisson. Não foi encontrado nenhum problema no coração do garoto, o que indicaria morte natural. O caso foi levado pra Floripa e, por enquanto, a causa continua sendo indeterminada.

O IML informou também que o garoto não tinha marcas de agressões no peito, mas também não há indício de morte provocada por um ataque de asma. Os peritos dizem que um susto muito grande, uma pancada forte no peito ou um choque poderiam ter provocado a parada cardíaca – hipótese mais provável para a morte de Alisson.

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