• Postado por Tiago

O drama da família Pivatto durou 32 duas horas. Na tarde de segunda-feira, Benta Pivatto, 44 anos, e seu filho Igor Pivatto, de apenas três anos, foram sequestrados dentro de um quarto de hotel, na rua Eugênio Krause, no centro de Penha. O marido ficou livre pra conseguir a grana do resgate. Ontem à noite, os bandidos foram pagos e as vítimas libertadas perto da terminal Tietê, em São Paulo/SP. O resgate foi de 60 mil reais.

Geovane Pivatto, 45 anos, a mulher e o filho tavam hospedados no hotel pra acompanhar a festa do Divino, que movimenta o município e tem o seu auge na segunda-feira, quando é feriado na cidade. Por volta das 16h de segunda, a família foi pro hotel descansar. Ao chegar na portaria foi rendida por três bandidos, que já haviam dominado o recepcionista.

A mulher e o filho foram levados e os sequestradores deram 24 horas pro marido arrumar 200 mil reais. Geovane, gerente do estaleiro Eisa, de Itajaí, não tinha toda a grana e ficou desesperado. Assim que os bandidos carcaram, Geovane foi pra Praia Alegre, onde tava hospedada o restante de sua família.

O primeiro contato dos bandidos foi feito às 17h. Os seqüestradores ordenaram que a polícia e a imprensa não fossem avisados, até o fim das negociações. A policia foi avisada, mas ficou investigando o caso à distancia. Pra não alertar os bandidos, a polícia apenas orientou Geovane a agir. Desesperado, Geovane tava fazendo das tripas coração pra conseguir vender o que tinha e arrecadar o dinheiro pedido no resgate. “Ele tentou vender de tudo”, contou Ari Pivatto, 49, irmão da vítima. Só que mesmo assim, tava com dificuldades de conseguir toda a grana.

Ao todo foram feitos cinco telefonemas pelos bandidos e o valor do seqüestro baixou de R$ 200 mil pra R$ 60 mil. Segundo o delegado de Piçarras, Francisco Ari Plantes dos Anjos, ontem, Geovane partiu pra Curitiba, no finalzinho da tarde. Ele deixou o dinheiro no local exigido pelos bandidos às 22h.

Assim que os bandidos colocaram a mão na grana, ordenaram pros outros comparsas libertarem mãe e filho. Os dois foram deixados perto do terminal Tietê, na capital paulista. Benta e o garoto foram resgatados por policiais paulistas e devem ser trazidos a Santa Catarina ainda hoje.

Quartel general

Os policiais civis de Penha, Itajaí e do departamento estadual de investigação criminal (DEIC) montaram um quartel general improvisado no hotel Mirante do Bosque, na Praia Alegre, em Penha. Pra alívio da família, mãe e filho passam bem e não sofreram violência nenhuma. “Eles não apanharam, não foram torturados, não houve violência física”, contou o delegado Francisco.

No fechamento desta edição, a família já organizava a volta de mãe e filho pra casa, o que deve acontecer hoje de manhã.

A polícia continuava as investigações pra colocar a mão nos bandidos. Por enquanto, não se sabe quantos seqüestradores participaram da ação. “Sabemos que três bandidos renderam a família na Penha, mas não sabemos as ramificações da quadrilha”, explicou.

Festa virou tragédia

Geovane e a família tavam na Penha acompanhando a festa do Divino. O sobrinho de Geovane, Reinaldo Pivatto, 32 anos, foi escolhido Imperador da festança e Benta tava ajudando na organização. A família, que mora em Navega, se hospedou no hotel pra acompanhar de perto a festa.

Quando soube do seqüestro, a família Pivatto se uniu. “A família toda fez uma corrente de oração, pra tentar ajudar no resgate”, contou Reinaldo, que estava no hotel Mirante do Bosque, acompanhando o trabalho da polícia.

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