• Postado por Tiago

Pedrona saiu há um mês, mas famílias ainda não podem voltar

Mais de três meses depois de serem retiradas de suas casas, as famílias do loteamento Jardim Denise, na região do Barranco, em Balneário Camboriú, continuam longe do lar doce lar. Há um mês a prefa implodiu a pedrona que ameaçava desabar sobre as casas, mas até hoje o povão continua vivendo empoleirado na baia de parentes e numa pousada sem muita privacidade.

As nove famílias que ainda vivem no hotel River, na rua 3700, tão de saco cheio de estar longe de casa. Uma moradora que não quis se identificar conta que não pode nem receber visitas nos fins de semana porque vive no hotel. ?Eu não escolhi viver aqui. Estou aqui porque me tiraram de lá, mas não posso viver como se estivesse em casa?, lascou. Indignada, ameaça fazer as malas e voltar pra sua baiuca que está em área de risco.

Outras 30 pessoas que tão vivendo por lá também querem respostas da prefeitura. O pessoal tá cansado de ter que esperar a solução cair dos céus e ver de camarote suas casas serem depenadas. Há dois meses o pessoal abriu o berreiro e denunciou ao DIARINHO que vândalos estavam invadindo as moradias e roubando instalação elétrica e caixas de luz, entre outros trecos.

Ainda não há previsão pro pessoal voltar pra casa. O secretário de segurança de Balneário e integrante da defesa civil, Nilson Probst (PMDB), explica que a área ainda é considerada de risco pelos geólogos.

Nilson afirma que, mesmo com a retirada da pedrona de 100 toneladas, o morro ainda corre o risco de desabar porque tem muito barro molenga lá em cima. ?Seria mais fácil pro governo dizer: vocês podem voltar pra casa. Mas se cai uma chuva e a terra desce, e várias famílias acabam morrendo, tu imaginas como fica nossa situação?, explica.

Enquanto não é encontrada uma solução pro perrengue, o secretário conta que solicitou que seja pago um dindim pras famílias locarem uma casa pra viverem e saírem do entrave do hotel. Um projeto de lei pra liberação da grana foi protocolado na câmara de vereadores e depende dos homens da casa do povo e do prefeito Edson Periquito pra se tornar realidade.

Pra evitar que a área seja interditada pra sempre, a prefa tem trampado pra barrar a descida do barro. Tão sendo plantadas árvores, conforme o recomendado pelos geólogos que analisaram o local. ?O morro está todo solto, então não existe muito o que fazer?, admite.

Nilson pretende ainda dar uma de conciliador e prometeu bater um papo com o pessoal da pousada pra que sejam mais maleáveis e permitam que o pessoal receba visita de parentes e amigos.

Com relação ao ataque de vândalos, o secretário afirma que agentes do Departamento de Contenção da Ocupação Irregular e Degradação Ambiental (Cuida) tem passado duas vezes por dia na região pra dar um bizu e garantir que está tudo dentro dos conformes.

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