• Postado por Tiago

O calçadão da rua Hercílio Luz, a principal rua de comércio de Itajaí, será tomado hoje por 30 estandes, onde serão vendidos desde confecções com fios orgânicos e artesanatos até alimentos manipulados e in natura com produção ecológica. A segunda edição da feira Regional de Economia Solidária vai transformar a frente da casa da Cultura num ponto de comércio popular.

Quem chegar no calçadão a partir das 8h da matina já vai ver o pessoal com as barraquinhas montadas. São representantes de grupos de economia solidária da região do litoral que vai de Bombinhas a Piçarras. Também estarão presentes associações e ongs de Blumenau, Indaial e Brusque.

Além de apresentar e vender ao povão mercadorias produzidas por grupos coletivos, a feira vai tentar beliscar oportunidades com grandes empresas. “Estamos organizando rodadas de negócios para apresentar nossos produtos a grandes empresas da região”, diz Sandra Bottur, secretária do centro Popular de Economia Solidária de Itajaí (Cepesi).

A organização da feira faz parte do projeto Comércio Justo, que é tocado entre o Sebrae e o fórum Catarinense de Economia Solidária. A primeira edição rolou no ano passado em Blumenau.

A feira fica aberta somente até às 16h. Além de confecções, rango e artesanatos, serão comercializados ainda sabonetes, brinquedos e ervas. Também serão oferecidos ao povão serviços como massagens, terapias alternativas e internet.

Às 17h rola um seminário sobre economia e comércio justo. O blablabá acontece no auditório do Cepesi, que fica na rua Lauro Muller, pertinho da praça Vidal ramos.

O que é economia solidária

Economia solidária é uma forma de organização de trabalhadores e produtores que montam uma firma sem patrão. Os lucros são divididos entre quem trabalha. Pode ser uma cooperativa ou uma associação. Além do trampo coletivo e solidário, eles prezam pelo respeito e preservação do meio ambiente, por isso procuraram produzir mercadorias com materiais orgânicos e reciclados.

Itajaí é uma das poucas cidades do país que tem um centro popular de economia solidária (Cepes), que foi bancado pelo governo federal e tem o apoio da prefeitura, da Univali e do banco do Brasil. Fica na rua Lauro Muller, praticamente na esquina da rua Hercílio. O telefone é 3045—4664.

No Cepesi, além de produtos pra vender, serviços de internet e d’um restaurante popular, o povão pode pegar dicas de como montar seu grupo coletivo e ganhar uma grana sem depender de patrão.

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