• Postado por Tiago

Os tempos são os melhores, nunca se viveu tão bem como hoje, somos uma geração de jovens bem informados, antenados e tecnologicamente avançados, nossos idosos praticam esporte, a expectativa de vida aumentou e dizem que a vida começa aos 50.

Em contrapartida, citando o que muitos dizem ser a visão pessimista do mundo, vivemos cercados de imensos problemas ambientais em nossa cidade, como expansões urbanas mal projetadas, poluição atmosférica, comprometimento dos recursos hídricos, desmatamentos escandalosamente irregulares e políticas de desenvolvimento econômico predatórias que são constantemente criadas e andam de mãos dadas com a omissão explícita de muitos de nossos governantes.

Em termos globais, pode-se exemplificar a situação atual tomando como referência a Hipótese de Gaia, criada pelo britânico James E. Lovelock, que define a Terra como um ser vivo, com poder de auto-renovação e capacidade de suporte adequada para a manutenção do equilíbrio entre seus componentes.

O mundo das margaridas, proposto por esta teoria, exemplifica os mecanismos de regulação decorrente das relações entre os componentes do sistema, sendo este modelo constituído por margaridas brancas e pretas que diferem apenas quanto a sua capacidade de absorção e reflexão de luz. Um sistema equilibrado entre estas duas formas conduziria a um estado de equilíbrio, com condições favoráveis devido ao crescimento adequado de cada uma delas.

Diante deste exemplo, e como um dos componentes deste sistema, podemos chegar a uma conclusão devastadora, estamos nos autodestruindo, pois exercemos influência direta sobre praticamente todas as formas de vida do planeta -as margaridas- promovendo a supressão ou crescimento desordenado destas, impedindo a existência de um ambiente em equilíbrio.

Para muitos, esse discurso tornou-se viciante entre os ambientalistas, mas uma questão é muito importante, alguém está ouvindo?

A realidade bate em nossa porta, e cada vez com mais intensidade, o mundo não pode continuar retrocedendo para a visão mecanicista que imperava no passado, onde as pessoas não reconheciam seu papel na sociedade, no meio ambiente e quais as conseqüências diretas de seus atos para suas vidas e a de seus filhos.

É necessária uma adequação a nossa realidade atual, para que possamos nos dirigir a uma mudança de percepção e para que as próximas gerações possam desfrutar uma visão de futuro próspero e não mais ameaçador.

O movimento ambientalista espera a todos de portas abertas, vamos discutir nossa cidade!

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