• 10 ago 2009
  • Postado por Tiago

“Em 8 de outubro de 2001, o sociólogo e presidente Fernando Henrique Cardoso vetou um a lei que incluía as disciplinas Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias no currículo das escolas de Ensino Médio no país, o que beneficiaria cerca de dez milhões de jovens”. Trecho de nota do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo (Sinsesp), em protesto contra premiação recebida por FHC pela Sociedade Brasileira de Sociologia

ADITIVO I

Convenhamos que autorizar um aditivo de 50% num contrato não é algo simples. Se fosse, o TCU não daria o prazo de três semanas para analisar a questão, apesar de toda a boa vontade demonstrada pelos ministros do tribunal com o drama de Itajaí. Mas fica a pergunta: se o imbróglio envolvesse um porto da Bahia, onde pretende ser candidato a governador, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), teria negado a prorrogação do decreto de calamidade?

ADITIVO II

Além de melar os esforços de representantes do próprio governo federal, Geddel ainda tentou jogar a culpa de forma leviana no senador Raimundo Colombo (DEM). O fato de Colombo ter pedido auditoria na Defesa Civil não pode servir como empecilho para prorrogar o decreto. Nada tem a ver uma coisa com outra. Parece pura e simples picuinha política. E olha que o partido de Geddel governa Santa Catarina e dá sustentação ao governo Jandir Bellini (PP) em Itajaí…

ADITIVO III

A questão é: se o TCU acatar o pedido das lideranças políticas de Itajaí e autorizar o aditivo no valor do contrato da obra de reconstrução do porto exigido pelo consórcio que venceu a licitação, estaria resolvido o problema ou só começaria outro? Se isto acontecer, é bem provável que as empresas que perderam a concorrência vão questionar judicialmente a alteração do valor. Neste caso, corre-se o risco de as obras ficaram paralisadas por tempo indeterminado.

“DEFENSAS DE OURO”

Matéria publicada na edição de sábado do DIARINHO noticia que a Constremac, uma das três empresas do consórcio contratado pela SEP para reconstruir o porto de Itajaí, pertence ao grupo Copabo. Há alguns anos, outra empresa do grupo, a Copabo Infra-Estrutura Marítima, foi acusada pelo TCU e pelo MPF de ser favorecida numa licitação do porto de Itajaí, ocorrida em 2000, para a venda e instalação de defensas. O caso foi batizado na época como “defensas de ouro”.

MÃO-DE-OBRA PORTUÁRIA

Depois de dois anos sem demonstrar muito interesse pelo assunto, a ANTAQ decidiu se posicionar sobre o impasse entre a Portonave e os portuários avulsos do OGMO de Itajaí. Segundo a senadora Ideli Salvatti (PT), a ANTAQ sugeriu um parâmetro de remuneração da mão-de-obra portuária, com base em pesquisa nos principais portos, avaliando a remuneração média por contêiner, tendo por objetivo coibir a concorrência desleal entre os portos de Itajaí e Navegantes.

DRAGA I

A dragagem emergencial para restabelecer a profundidade de 11 metros do canal do complexo portuário do Itajaí-Açú segue parada. Desde que a responsabilidade passou a ser da superintendência do porto de Itajaí a pedido da própria, que prometeu resolver o problema em parceria com o Teconvi e a Portonave, o assunto praticamente morreu. De uma hora para outra, não se falou mais em dragagem. Parece que simplesmente deixou de ser importante.

DRAGA II

O curioso é que quando era paralisado o serviço do consórcio Draga Brasil, contratado pelo governo federal, se formava um pandemônio na cidade. Chamavam senadores, deputados federais – até Michel Temer e Fernando Gabeira vieram parar aqui –, bloqueava-se a BR-101, faziam-se discursos inflamados sobre a “sobrevivência de Itajaí”. Agora, não se vê mais cobranças, discursos ou manchetes. A palavra draga sumiu das páginas dos jornais e das bocas dos políticos.

DRAGA III

E quando alguém do porto toca no assunto é para falar que nada será feito por enquanto. Dizem que não há equipamento disponível, que estão esperando uma draga de Paranaguá… E a empresa que contrataram em junho saiu sem finalizar o serviço. Enquanto isso, o canal do complexo portuário do Itajaí-Açú segue sem poder receber navios com a mesma quantidade de carga de antes da enchente, prejudicando tanto o porto de Itajaí com o de Navegantes.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Se a dragagem emergencial empacou de vez, pelo menos a prometida dragagem prevista no PAC que visa elevar a profundidade do canal do Complexo Portuário para 14 metros começa a ganhar corpo. Amanhã, a FATMA promove uma audiência pública para apresentar e discutir o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da obra. A audiência será realizada no auditório da sede da superintendência do porto de Itajaí, na rua Blumenau, a partir das 19h.

DIREITO A VOTO I

Navegantes pleiteia um assento com direito a voto no Conselho da Autoridade Portuária (CAP). Atualmente, a representação da cidade no CAP se dá através de um acordo entre os prefeitos Roberto Carlos (PSDB) e Jandir Bellini, que indicou o diretor da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, como suplente de Amílcar Gazaniga, o representante de Itajaí. No papel, portanto, Castilho figura como representante de Itajaí, o que tem causado muita polêmica.

DIREITO A VOTO II

Como suplente não tem direito a voto nas deliberações do CAP, Navegantes entende que a cidade merece ter um assento titular. O pedido já havia sido feito no início do ano, mas não foi respondido pelo presidente do CAP, Anselmo de Souza. Agora, o prefeito Roberto Carlos pretende renovar o pleito. Por falar em Anselmo de Souza, este colunista o confundiu com o ministro Pedro Brito na Intermodal, em abril, e o entrevistou como tal. Fui traído pelo bigodinho…

JÁ PENSOU?

Se o fato de Osmari de Castilho ser suplente de Itajaí no CAP causa polêmica, imaginem se tivesse vingado a proposta do vereador navegantino Evandro Argenton (PSDB), que pretendia aprovar um requerimento sugerindo que Navegantes tivesse nada menos que um cargo de diretoria na superintendência do porto de Itajaí. A ideia, considerada absurda, foi bombardeada pelos próprios pares de Argenton na Câmara de Vereadores e o tucano acabou retirando a proposição.

ELEIÇÕES 2010

Consta que o PPS de Itajaí pretende lançar candidato a deputado estadual, embora desde 2006 o vice-presidente estadual da sigla e secretário de Planejamento de Balneário Camboriú, Claudir Maciel, articula-se como o nome do PPS na foz do Itajaí. Indagado pela coluna, Maciel preferiu contemporizar e disse que há espaço para candidaturas do partido nas duas cidades. Mas nos bastidores comenta-se que sua intenção é mesmo ser o candidato único do PPS na microrregião.

TRÍPLICE ALIANÇA

Em entrevista ao apresentador Roberto Salum, do SBT, o deputado federal Paulinho Bornhausen (DEM) justificou a tríplice aliança argumentando que um prefeito, governador ou presidente precisa ter maioria no Legislativo para governar, caso contrário se veria obrigado a fazer “acordos espúrios” pela governabilidade. Seguindo esta linha de raciocínio, podemos concluir que a triplica aliança seria a antecipação dos tais “acordos espúrios”?

FIM DA PICADA

A violência urbana em Navegantes está passando de todos os limites. Reportagem do semanal ‘Jornal de Navegantes’ revela que fornecedores e comerciantes têm se recusado a fazer entregas no bairro São Paulo, temendo a criminalidade. Nem pizzas estão sendo entregues mais. Quem paga são os cidadãos honrados e trabalhadores que moram no bairro, a grande maioria, que acabam tendo direitos tolhidos em virtude da insegurança e das tímidas ações do governo do Estado.

  •  

Deixe uma Resposta