• 08 set 2009
  • Postado por Tiago

?A ordem mundial é a diminuição de custos operacionais e em função disto a escolha de onde estes navios irão atracar está na dependência da existência de equipamentos modernos e eficientes, alta produtividade e que tenham o menor custo operacional para o armador, não importando se estes estão em Itajaí ou Navegantes?. Wilson Roque, gerente regional da Hamburg Süd, na reunião do CAP de 11 de julho de 2008, ao explicar a preferência pela Portonave.

LIMOEIRO I

Acompanhado do vereador Marcelo Werner (PCdoB), o colunista visitou neste domingo o bairro Limoeiro, na divisa de Itajaí com Brusque. A conclusão após a visita é que Marcelo Werner não exagera quando relata na tribuna da Câmara ou nas entrevistas à imprensa o estado calamitoso daquela comunidade. O abandono é nítido. Numa das ruas, o caminhão do lixo não passa mais porque o final da rua ficou intransitável desde a enchente e ainda não foi arrumado.

LIMOEIRO II

A ponte pênsil, destruída pela enxurrada de novembro de 2008, até hoje não foi reconstruída, ocasionando inúmeros transtornos aos moradores da localidade que dependiam da ponte para trabalhar ou estudar. Segundo Werner, o custo da obra seria de R$ 120 mil, que poderia ser repartido entre as prefeituras de Itajaí e Brusque, uma vez que a outra margem já é território da cidade vizinha. Ou seja, R$ 60 mil para cada município, um valor irrisório para o orçamento de Itajaí…

LIMOEIRO III

O mais grave é que famílias permanecem em situação de risco nas encostas de morro. Em outros casos, imóveis foram interditados pela Defesa Civil, mas até hoje não foi encontrada solução para as famílias. O caso mais crítico é o da rua Ana Vanat Orlandi. ?Alguns moradores deixaram suas casas orientados pela Defesa Civil. Outros permaneceram e, mesmo sabendo do risco, preferiram não deixar suas moradias?, explicou o vereador.

EVASÃO I

Evasão de armadores. Este foi um dos temas tratados na reunião do Conselho da Autoridade Portuária de 13 de junho de 2008, ou seja, meses antes da enchente. Na ocasião, foi relatado pelo diretor do OGMO, Luciano Rodriguez, a queda na movimentação do porto de Itajaí. O que evidencia que a perda de navios não é um fato gerado pela enchente e pela demora na reconstrução do porto, mas já ocorria de forma acentuada desde o início do ano de 2008.

EVASÃO II

Está claro que a perda de armadores para o porto de Navegantes se deve, entre outros fatores, ao fato de o porto da MSC ser bem mais moderno que o porto de Itajaí. E aí cabe perguntar: por que o porto de Itajaí ficou para trás? Por que os portêineres só chegaram em 2009? Por que tanta morosidade no processo de modernização? Há quem atribua aos aditivos feitos no contrato de arrendamento durante o governo Volnei Morastoni (PT), nos quais teriam sido ampliados os prazos do Teconvi…

ISENÇÃO FISCAL???? I

Sem entrar no mérito se o prefeito Roberto Carlos (PSDB) está certo ou errado ao revogar por decreto a lei que concedia isenção fiscal à Portonave, uma observação deve ser feita: no caso da Portonave, estas isenções fiscais jamais deveriam ter sido concedidas. O motivo é simples: o empreendimento não se mudaria para outra cidade por causa disso. Navegantes foi escolhida por sua localização estratégica. Com ou sem isenção fiscal, o porto de Navegantes seria construído.

ISENÇÃO FISCAL???? II

Desde 1998, quando o empresário paranaense Agostinho Leão comprou os terrenos da Ponta da Divinéia, estava decidido que naquele local seria erguido o porto de Navegantes, independentemente de o empreendimento ser agraciado com benefícios fiscais municipais ou não. Logo, nunca houve necessidade de serem concedidas tais isenções fiscais. Um prejuízo sem tamanho para o município, que deixou de arrecadar valores consideráveis de forma totalmente injustificada.

FERROVIA DO FRANGO

Pertinente a preocupação do vereador Níkolas Reis (PT) em mobilizar Itajaí para que o traçado da chamada ferrovia do frango seja mantido de Chapecó a Itajaí. Mas as classes política e empresarial de Navegantes poderiam entrar na briga e pedir que a ferrovia seja de Chapecó a Navegantes ou que pelo menos tenha um ramal para a cidade. Afinal, a Perdigão e a Sadia, que se uniram para criar a poderosa Brasil Foods, têm contrato com a Iceport. Logo, a Brasil Foods deverá exportar pelo porto de Navegantes.

MISTÉRIO

Segundo a superintendência do porto de Itajaí, a atual gestão, iniciada em janeiro de 2009, exigiu do Teconvi a contratação dos seguros previstos no contrato de arrendamento. Então, até dezembro de 2008, ao que tudo indica, não havia seguro contratado para a área arrendada. Permanece, portanto, o mistério: a superintendência do porto de Itajaí autorizou, em 2001, o início das operações do Teconvi mesmo sem a contratação dos seguros?

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