• 11 jan 2010
  • Postado por Tiago

Fernando-Alecio---Estacas01

Porto começa a receber as estacas prancha a partir de hoje

?A atitude arrogante e discriminatória do apresentador [Boris Casoy] humilhou não apenas os trabalhadores da limpeza urbana representados pelos companheiros Francisco Gabriel da Silva e José Domingos de Melo como todos aqueles que executam serviços de mão-de-obra?, Fenascon, em nota sobre o caso Boris Casoy

ARGOLO I

O Ministério Público converteu o procedimento preparatório que investiga os contratos sem licitação da empresa Argolo Mão de Obra Ltda com a prefeitura de Itajaí em inquérito civil. O extrato de conversão foi publicado na edição número 237, divulgada na sexta-feira e publicada hoje, do Diário Oficial do Ministério Público de Santa Catarina. O inquérito ganhou o número 17/2009/9ªPJ/ITJ/CMA.

ARGOLO II

A investigação é fruto de matérias publicadas em maio, aqui no DIARINHO, revelando que a empresa, além de contratada sem licitação, fora fundada em janeiro e nem sequer sede possuía. Ao todo foram quatro contratos, todos com dispensa de licitação e assinados entre janeiro e fevereiro, com a secretaria de Saúde, porto de Itajaí, secretaria de Obras e secretaria de Educação, totalizando cerca de R$ 500 mil.

CADEIRAS I

Outro inquérito civil instaurado pelo Ministério Público, que envolve a administração pública municipal de Itajaí, é o número 36/009/9ªPJ/ITJ/CMA. Neste caso, o objeto é ?apurar irregularidades no trâmite e na realização do objeto do Pregão Presencial n. 049/09 da Superintendência do Porto de Itajaí (aquisição de 85 cadeiras ?longarinas de aço com 3 assentos?)?.

CADEIRAS II

A vencedora do pregão presencial foi a empresa Suprimóveis Ltda, que ficou encarrega de fornecer as cadeiras para uso nos saguões do píer turístico de Itajaí. A contratação foi homologada pelo superintendente do porto, Antônio Ayres dos Santos Júnior, no dia 6 de novembro. O valor do serviço contratado é de R$ 38.080,00. O extrato do inquérito consta na mesma edição do Diário Oficial do Ministério Público.

4 MESES E 15 DIAS

O TCU liberou a continuação das obras do porto de Itajaí no dia 26 de agosto, mas somente a partir de hoje, quatro meses e 15 dias depois, o porto começa a receber as estacas prancha importadas de Luxemburgo, que desde a semana do Natal estavam armazenadas no Teporti, à espera do processo de nacionalização. O superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior diz que a conclusão da obra está prevista para maio.

AFAGO OPORTUNO I

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina deverá decidir se acata ou não a denúncia do Ministério Público contra o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) e mais seis pessoas. O tucano é acusado de corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional. Por uma incrível coincidência, Luiz Henrique (PMDB) e Pavan resolvem viajar na mesma semana em que o pleno do TJ volta a se reunir.

AFAGO OPORTUNO II

Também por coincidência o presidente da Assembleia Legislativa, Jorginho Mello (PSDB), resolve declinar de assumir o governo interinamente. Assim, quem assume o governo como interino no dia 22 é o presidente do? Tribunal de Justiça! Nem água pode ser tão cristalina: um afago numa hora oportuna. Oportuníssima. É o que pode-se chamar de uma boa jogada. Coisa de macacos velhos da política.

OPERAÇÃO TRANSPARÊNCIA

A revelação feita pelo Diário Catarinense, de que o relatório da Polícia Federal sobre a Operação Transparência relaciona o atentado sofrido por um fiscal da Fazenda em Itajaí ao caso da empresa Arrows, coloca ainda mais lenha na fogueira. Também ganhou nova forma a figura da advogada tucana Vanderléia Batista, que aparentemente era coadjuvante e, na verdade, é uma das protagonistas.

JEAN CHARLES

Um mosaico em homenagem a Jean Charles de Menezes foi inaugurado na quinta-feira, na estação de metrô de Londres, onde o brasileiro foi assassinado por engano por agentes da a polícia metropolitana londrina, em 2005. Nenhum policial envolvido na operação foi punido. Pelo contrário, a policial que comandou a operação que resultou na morte de Jean foi condecorada pela rainha em dezembro.

BORIS I

A federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes (Fenascon) ingressou com uma ação civil pública na Justiça paulista contra o apresentador Boris Casoy e a TV Bandeirantes, devido aos comentários preconceituosos de Casoy contra garis. A entidade qualificou as declarações do apresentador como ?arrogantes? e ?discriminatórias?.

BORIS II

A CUT também repudiou as palavras de Boris Casoy contra os garis. ?É perfeitamente compreensível o ódio de uma parte da elite em relação aos trabalhadores por ela considerados subalternos, particularmente quando estes conquistam cidadania e direitos universais como o voto e a educação. A conquista da cidadania pelos mais pobres perturba essa elite que se diz formadora da opinião das camadas populares?.

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