• Postado por Tiago

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Músicos se reuniram pra cobrar uma posição dos barnabés

Ainda não foi desta vez que ficaram definidos quando e quem vem se apresentar no Festival de Música de Itajaí. Mas um coisa é quase certa: este ano, o festival não deve rolar em setembro, como rolou em 11 edições. O problema é que a fundação cultural ainda não conseguiu captar os R$ 300 mil, muito menos tem grana em caixa pra pagar os R$ 60 mil de contrapartida para o governo do estado. Uma das datas prováveis para a realização do festival é novembro, quando a pauta do teatro tá livre, mas não tem nada certo.

?Que o festival e a Marejada saem, isso eu garanto, mas prefiro captar os recursos antes de fazer gastos, ou vocês preferem ficar devendo??, questionou Juliano Trevisani, gerente de programação e projetos culturais da fundação cultural peixeira, ao público que compareceu à reunião convocada pelo conselho municipal de cultura, na Fitur ontem a noite. O superintendente Agê Pinheiro não veio porque tava em Floripa tentando liberar a bufunfa.

A pauta principal era a indefinição do festival de música deste ano que, a três semanas do seu início, não se sabe quem serão as atrações, nem que oficinas vão ser oferecidas. Além de Juliano, tavam presentes o presidente do conselho, Renato Seara, o diretor do conservatório de música, Olizer Desidério, e o produtor cultural Antônio Floriano, que não quis liberar os nomes das prováveis atrações. Oliver sugeriu que os mesmos caras que viessem dar oficina também fizessem os shows, em época de crise orçamentária.

Juliano culpou a gestão anterior pelo atraso na captação de recursos porque o projeto do festival de música só foi inscrito em fevereiro, sendo que o ideal seria até outubro do ano passado. ?Pegamos a fundação cultural sem uma carta de captação, com o CNPJ sujo no âmbito estadual, sujo no âmbito federal, tudo isso prejudicou?, lascou. Ele também disse que dos R$ 6 milhões do orçamento, 40% são pra projetos de outras secretarias. ?O governo anterior planejava fazer uma secretaria da cultura, turismo e memória, que congregou a Marejada e a Festa do Colono, por isso não sobra pra pagar os eventos culturais?, chorou.

Uma das reclamações dos músicos locais era a contratação de um sabichão de fora, no caso, o maestro Roberto Gnatali, como coordenador das oficinas. Renato Seara reafirmou sua posição manifestada ao DIARINHO na semana passada, de que seria melhor manter o diretor do conservatório como coordenador, no caso Oliver Dezidério, para que os músicos locais tivessem maior participação nas oficinas. Neste momento, o produtor Antonio Floriano disse que não era uma vontade dos músicos, mas do próprio Renato Seara. Na mesma hora, os músicos presentes deram apoio ao presidente do conselho.

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