• Postado por Tiago

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Yamandú Costa foi uma das atrações que deixou saudade

O perrengue que se tornou o Festival de Música de Itajaí deste ano teve um novo round esta semana, com a confirmação do evento para novembro e a saída do produtor cultural Antônio Carlos Floriano, que tava desde fevereiro. A confirmação do adiamento rolou depois do cancelamento dos espetáculos marcados para setembro por causa da gripe suína. Além da demora no repasse dos R$ 300 mil do governo do estado que, segundo o capo da fundação cultural, Agê Pinheiro, impede a contratação de artistas.

?Eu não posso assumir uma dívida sem saber quanto tem em caixa. Logo que os recursos forem liberados e sair a carta de captação pelo governo federal, vamos garantir também R$ 180 mil de uma empresa que já se mostrou interessada?, garante. O abobrão disse que não quer que o festival caia de nível, portanto precisa ter bala na agulha. ?Tem show que custa R$ 180 mil. Como posso contratar sem saber se teremos como arcar com a despesa??, se justificou.

Agê também disse que a saída de Antônio Carlos Floriano do festival não foi por causa do berreiro dos músicos locais, que denunciaram que tavam sendo boicotados. ?Não só o Floriano, como o Renato Seara e a Mônica Uriarte fizeram parte de um grupo de discussões desde o começo. Como Floriano foi um dos idealizadores do festival, procurei por ele, mas só até finalizar o projeto para captação de recursos?, afirmou.

Na segunda passada, Floriano tava na reunião do Conselho Municipal de Cultura (Comuc), presidida por Renato Seara, que também falava em nome dos músicos. Renato e Carlos Cória manifestaram sua indignação com o fato de o coordenador das oficinas ser do Rio, sendo que nos últimos anos, era o diretor do conservatório de música quem coordenava a parada. Quando o assunto veio à baila, Floriano argumentou que este desejo era apenas de Renato Seara, mas os músicos confirmaram que o berreiro era geral.

?Se já temos convênio com a Unicamp, que é uma das melhores faculdades de música do Brasil, por que trazer alguém de fora??, questionou. O diretor do conservatório, Oliver Desidério, também argumentou que Itajaí passa por um novo momento, diferente de quando Floriano criou o festival, quando não tinha conservatório nem faculdade.

Renato Seara disse que na falta do Floriano, os músicos pudessem ser consultados sobre as oficinas. ?Nós da câmara setorial de música e do conservatório podemos fazer os contatos, pois sabemos das necessidades dos estudantes de música. Já temos experiência e um pessoal bom nisso?, declarou. Para Agê Pinheiro, a coordenação das oficinas não está mais em discussão. ?Desde o começo ficou acertado o nome do maestro Roberto Gnattali, não como coordenador das oficinas, mas como diretor pedagógico. Acho um risco colocar o nome de um artista local, já que o festival é importante em nível nacional e pode trazer recursos para a cidade?, completou. Na segunda-feira, Agê confirmou presença em mais uma reunião do Comuc para saber em que pé tá o festival.

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