• Postado por Tiago

INTERNA-ABRE---g---Rinha-de-Galo-(7)

Galos tavam presos numa espécie de guarda-roupa

Uma denúncia levou a Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai) até uma casa onde se praticava rinhas de galo. O local, na rua João Luiz Medeiros, bairro Fazenda, abrigava 42 galos engaiolados e objetos que denunciaram a prática do crime: serras pro corte de espora, biqueiras e remédios, que de acordo com um dos fiscais, eram usados como anabolizantes pra deixar os galos fortões.

A casa com muros altos e portão de ferro não dava pinta de abrigar tamanha barbaridade. Mas bastou os fiscais pisarem dentro da baiuca pra confirmarem a denúncia e avistarem o cenário de horror. Já no jardim da baia a prática de briga de galo era evidente. As aves estavam expostas dentro de gaiolas e se agitavam com a aproximação de quem quer que fosse. Além disso, uma rinha suja de sangue também tava jogada na calçada.

Dentro de uma das salas os fiscais da Famai encontraram o que mais os deixou de queixo caído. Três estruturas de madeira, como se fossem guarda-roupas divididos por gavetas, que abrigavam mais uma montoeira de galos. Os coitados ficavam só com a cabeça do lado de fora.

Na mesma sala onde os bichinhos ficavam trancafiados, os barnabés da Famai encontraram serras pro corte de espora, biqueiras e seringas com remédios que eram usados pra bombar os galos.

O dono dos animais, Antônio de Mattos, ficou surpreso com o atraque da Famai, mas em momento algum escrespou com os barnabés. O cara jurou que as brigas de galo não rolavam lá no local, mas pelas evidências os fiscais não têm dúvidas de que as apostas aconteciam na casa do bairro Fazenda.

Fotos penduradas nas paredes também denunciavam o crime. Antônio aparecia em várias delas ao lado das aves. Um quadro com a frase ?Galos lutam por instinto! Nós preservamos por amor!? também tava lá penduradinho, como se fosse um troféu.

Multa será definida

Os galos não foram apreendidos pela Famai porque até ontem o órgão não tinha um local apropriado pra deixá-los. A promessa dos fiscais é de que hoje os bichinhos sejam recolhidos da casa . O dono dos animais ficou responsável pelos animais (fiel depositário) até a mudança. Antônio vai responder processo por crime ambiental. A Famai começou a elaborar ontem um laudo de constatação que vai definir o valor da multa a ser paga pelo desalmado que maltratava os bichinhos.

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