• Postado por Tiago

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Vendedores de queijinho: trampo livre nas praias, mesmo com proibição

A fiscalização não tem dado conta de tirar das ruas os ambulantes clandestinos que se multiplicam da noite pro dia nas praias de Floripa. Vendedores de produtos irregulares, como óculos de sol e produtos de consumo nada indicado, como queijinhos derretidos e sandubas naturais, circulam e faturam livremente na Ilha.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, José Carlos Rauen, não há previsão pra realização de um concurso pra contratação de novos fiscais. O baixo número de pessoal pra coibir a ação dessas pessoas não é o único problema. O secretário garante que ambulantes intimidam a rapaziada da fiscalização.

?É muito difícil você controlar essas pessoas porque elas são muito organizadas. Elas chegam às praias em até 10 pessoas. Quando o nosso fiscal se aproxima, mesmo com ajuda policial, eles cercam o nosso pessoal, intimidam. Em seguida eles somem, fazem uma corrente de informação e indicam que a fiscalização está sendo feita na praia e evaporam. Mas é um problema educacional. O produto está ali porque tem gente que consome?, diz Rauen.

O secretário conta que nos últimos dias barreiras tão sendo montadas nas vias de acesso às praias pra tentar apreender comida irregular. ?Só para ter ideia, já foi apreendido um caminhão frigorífico lotado de produtos, mas com a refrigeração desligada e a carne enrolada em jornal?, conta.

Atualmente, 22 fiscais atuam na cidade. ?Com certeza eles estão mais organizados do que nós. Mas é bom que se saiba que tiramos entre o Natal e o Ano Novo e nos primeiros dias desse ano mais de duas toneladas de alimentos irregulares em barreiras e em fiscalização na cidade?, conta.

Rauen diz que Floripa tem um diferencial em relação às outras praias. ?Em Balneário Camboriú, por exemplo, são sete quilômetros de praias. Essa extensão é a mesma de uma praia só na capital?, compara.

Conforme o diretor da vigilância em Saúde da capital, Anselmo Granzotto, mandados de busca e apreensão devem ser expedidos pela dona justa a qualquer momento. A meta é invadir favelas que ficam próximas às praias, principalmente do norte da ilha, onde já foi mapeada a concentração de ambulantes que praticam o comércio de comida irregular nas praias. ?Infelizmente precisamos de ordem judicial para tentar coibir esse tipo de comércio que pode trazer danos irreversíveis à saúde?, explica. Ele confirma que exames indicam que material apreendido já comprovou a existência de cocô de gente e de animais, principalmente nos queijinhos.

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