• Postado por Tiago

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Grevistas ficaram putos com colegas que tentaram trampar

Alguns motoristas e cobradores da Grande Floripa que tentaram furar o movimento grevista iniciado na manhã de terça-feira tão sendo intimidados pelos sindicalistas. Quem garante é o fiscal da empresa de busos Biguaçu, Jair João Cantalício. ?Estamos circulando com algumas linhas dentro de Biguaçu e tentando trazer as pessoas para Florianópolis. Porém, quando chegamos ao lado do terminal Rita Maria, tem gente do sindicato intimidando os trabalhadores?, garante.

O assessor do sindicato dos trabalhadores, Ricardo Freitas, rebate a acusação dizendo que pedir pros colegas aderirem ao movimento não é crime. ?Crime é você proibir os trabalhadores de se manifestarem por aquilo que é justo, que é lutar por melhorias de salários e condições de trabalho?, afirma.

Freitas diz que hoje o sindicato vai buscar, por vias legais, processar o Jair, que acusa os sindicalistas de terem atirado pedras contra um ônibus da Biguaçu e quebrado o para-brisa. ?Estamos sendo intimidados e chamados de pelegos. Estamos com medo de continuar tentando cumprir com nosso trabalho porque sabemos que a polícia não terá condições de dar segurança a todos que querem trabalhar?, retruca Jair.

Nada

A prefa da capital segue intermediando a briga entre patrões e empregados que afeta 200 mil pessoas por dia na região. Ontem, o secretário de transportes, João Batista Nunes, apresentou uma proposta que foi aceita pelos trabalhadores. Porém, na hora que os empresários souberam, voltou a tudo à estaca zero. ?Não vamos assinar um cheque em branco?, garante o presidente do sindicato dos patrões, Valdir Gomes. A proposta é de 7% de aumento e vale alimentação de R$ 310. Porém, o perrengue agora é porque os trabalhadores querem que o reajuste seja retroativo ao mês de maio.

Uma alternativa que pode amenizar o problema hoje ? caso a greve não tenha terminado durante a madrugada ? é os ônibus transportarem o povo sem cobrar passagens. ?Se a prefeitura intervir e abrir as catracas, os trabalhadores voltam porque nossa intenção não é prejudicar a população?, garante o respresentante dos trabalhadores.

Até às 18h30 de ontem, os busos ainda não circulavam na totalidade na capital. Com o terminal de integração do centro fechado, os que chegam à ilha tão largando o povão no meio da rua.

?Estamos com medo de continuar tentando cumprir com nosso trabalho, porque sabemos que a polícia não terá condições de dar segurança a todos que querem trabalhar?

Jair João Cantalício, fiscal da empresa Biguaçu

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