• Postado por Tiago

Ontem pela manhã, o flanelinha tirava grana de quem ia estacionar na rua Felipe Schmidt

A vigilante Júlia da Silva, 29 anos, tá revoltada com a cara de pau de um flanelinha e a falta de simancol da coordenadoria do Trânsito de Itajaí (Codetran). Ontem, ao parar numa área de zona azul, no centro de Itajaí, foi abordada por um flanelinha e, com medo de ter o carro depredado, pagou o serviço do guardador de carro e ainda arcou com o cartão de estacionamento. ?A gente acaba pagando por duas vezes. É melhor então deixar o carro num estacionamento?, desabafa Júlia.

O absurdo tá rolando na rua Felipe Schmidt, pertinho do banco do Brasil. Júlia conta que há alguns dias percebe a presença do flanelinha no local e ontem pela manhã teve que pagar o homem, que é um morador de rua. Para a leitora, a fiscalização em cima da abordagem de flanelinhas deveria ser intensificada, principalmente porque o local já é monitorado por funcionários da zona azul.

O DIARINHO foi conferir o reclamo da leitora e flagrou o flanelinha abordando os motoras que estacionavam na quadra onde fica a agência do banco do Brasil.

Sem ter o que fazer

Carlos Ely Castro, secretário de Segurança da prefeitura, disse ao DIARINHO que a Codetran nada pode fazer pra evitar a ação dos flanelinhas. ?Os agentes ou autoridades de trânsito são exclusivamente destinados a cuidar do trânsito. O ato dos flanelinhas, que muitas vezes tira o direito de ir e vir do cidadão, é caso de polícia?, afirma.

Carlos Ely ressaltou que ninguém é obrigado a dar dinheiro pros guardadores autônomos de veículos. ?Eles não podem em hipótese alguma fazer exigências em via pública, tanto moral, quanto financeira. Se isso acontecer, o cidadão deve procura a polícia?, afirmou.

Paulo Praun Cunha Neto, secretário de Urbanismo, reconheceu que a fiscalização quanto aos flanelinhas é algo difícil de fazer. Apesar de ser reconhecida pelo ministério do Trabalho, a profissão de guardador de veículos não é legalizada em Itajaí. ?Nenhum dos flanelinhas que agem em Itajaí possui alvará. O problema é que a maioria é de baixa renda e não possui residência fixa, o que nos impede de aplicar multa?, explicou.

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