• Postado por Tiago

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Pesquisa comprova o que todo mundo já sabia: trânsito da ilha é uma bosta

O pesquisador Valério Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), divulgou na semana passada uma pesquisa que comprova o que muita gente que mora em Floripa ou já passou umas temporadas na capital tá cansado de saber. O trânsito da cidade é capenga e é difícil transitar pela city. O estudioso diz que a capital da Santa & Bela só perde pra Phuket, na Tailândia.

A pesquisa de Valério foi realizada em cidades com mais de 300 mil habitantes. Dados como a organização e a conexão de ruas foram jogados num computador que calculou o problema de cada local. O resultado é justificado pelo pesquisador pela geografia. Floripa é cheia de morros, lagoas e dunas que impedem a melhoria da malha viária.

O presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Átila Rocha, achou um exagero os dados do pesquisador da UnB. Porém, foi obrigado a concordar que Floripa é um nó quando se tenta ir de um lugar ao outro em horários de pico. ?Não resta dúvidas que temos problemas sérios de mobilidade que exigem planejamento e obras para que se consiga dar vazão ao fluxo que já temos e ao que vai acontecer?, avalia.

Rocha concorda com o pesquisar sobre as grandes áreas ambientais de Floripa que contribuem pra um sistema viário capenga. ?Temos grandes áreas de preservação e históricas que precisam de atenção especial. Estas condições dificultam o planejamento. Temos ainda o desenvolvimento urbano alto o que leva a um dos índices de motorização mais altos do país?, complementa.

Pra Rocha, há pouco investimento em planejamento. ?E temos que fazer a mea culpa porque desde a década de 70 não é feito um planejamento para Florianópolis. Somente em 2006 começou a ser feito o novo plano diretor e isso não pode ser feito às pressas?, comenta o presidente.

Transporte coletivo

Pro professor de Planejamento Urbano da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Elton Manoel Pereira, uma das alternativas pra melhorar a mobilidade em Floripa é qualificar o transporte coletivo. ?As pessoas não deixaram seus carros em casa enquanto o transporte coletivo não for mais barato, mais seguro e mais confortável?, avalia.

O professor critica as alternativas de corredores de busos que tão sendo implantadas na cidade. ?Precisamos ter corredores de ônibus, e não trechos de faixas exclusivas senão teremos no final destas faixas pontos de congestionamento?. Coincidentemente, mobilidade faz parte de uma semanada de debates que rola na UFSC até sexta-feira.

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