• Postado por Tiago

A noite de quinta-feira começou sem que o impasse do transporte coletivo da Grande Floripa fosse resolvido. Iniciada na terça-feira às 7h, esta já se consolida como a maior paralisação já realizada pelos trabalhadores do setor nos últimos 10 anos. “Normalmente estes casos eram resolvidos em um dia e meio quando havia greve. Mas agora a irredutibilidade dos patrões coloca a população da região nessa situação”, afirma Antônio Carlos Martins, assessor do sindicato dos trabalhadores (Sintraturb).

Vendo que a coisa não vai pra frente, ontem à tarde os entendidos de leis da prefa iniciaram os estudos pra saber como podem intervir nas empresas, que só aceitam pagar o que a peãozada pede se rolar aumento de tarifa. “Chegamos a um momento insuportável. Não é admissível que permaneçamos com o movimento como está”, disse o prefeito Dário Berger (PMDB), à tarde, antes de entrar na interminável reunião com a procuradoria geral do município. A intervenção será feita em parceria com o Sintraturb, mas ainda não foram divulgados detalhes da operação.

Como tá?

Enquanto a greve não termina, pelo menos 60 vans tentam safar a vida de quem não tem outra maneira de se deslocar na cidade. As tarifas custam entre R$ 3,50 e R$ 5, dependendo da distância a ser percorrida. Só que os donos dos carangos não dão conta de atender todo mundo. “Pro sul da ilha é uma única van. Se a gente perde, tem que esperar ela voltar pra poder pensar em ir pra casa”, relata Sulamir Régis, doméstica que não pode perder os bicos de faxina que faz enquanto tá férias.

O comércio amarga prejuízos. Na terça e quarta-feira, a Associação Comercial e Industrial de Floripa identificou perdas de 53% no faturamento. Paradas, as empresas de busos também têm prejuízo. Por dia, deixam de embolsar R$300 mil, que certamente vão fazer falta pra pagar os compromissos agendados.

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