• Postado por Tiago

Um guardinha da Codetran teria aprontado uma sacanagem pra cima do pessoal da floricultura Garden Center, na frente da igreja do Dom Bosco, em Itajaí. A suposta armação aconteceu perto do meio-dia de terça-feira. Um tal de agente Brito pediu que o dono da loja, Yuri Alexander Uller, 21, tirasse a Fiorino deles, que tava com o pneu em cima da calçada. Até aí tudo bem. Só que o guri não imaginou que o guarda tinha outras intenções.

Foi só Yuri ligar o carro, pro agente o mandar descer e apreender a caranga, dizendo que ele não tinha carteira de motora e que o carro tava com o licenciamento vencido. “Foi tudo armado. Depois já veio polícia e até o guincho”, lembra a mãe do rapaz, a florista Márcia Aparecida Araújo Uller, 38.

Até ontem, quando a reportagem conversou com Márcia, ela ainda tava envergonhada por causa do barraco armado na floricultura. “Fizeram um vexame aqui, ele [agente da Codetran] botou a loja no ridículo”, falou.

A mãezona não se conformava com o jeito que o filho foi tratado. “No radinho o agente dizia que meu filho tava se negando a entregar o documento da Fiorino e que ele tava sem habilitação”, lembra. Ela desmente e afirma que o filho tem, sim, a CNH, e que o documento tá sendo renovado.

Como os documentos não tavam com a família, a Fiorino foi colocada no lado de fora da loja, pra uma reforma. “A gente só precisou tirar do pátio, mas ninguém andou com ela”, garante Márcia. “Como ele pode falar aquilo tudo com o carro parado?” questiona.

Márcia diz que o guarda bolou toda a apreensão. Ela disse que semanas antes, o marido da antiga dona da Fiorino apareceu por lá querendo o carro de volta e prometeu que tiraria o veículo deles. Márcia contou que tá com o veículo há três anos. No entanto, ela não tem o recibo, pois alega que depois que comprou o carango, nunca mais encontrou a proprietária. “Ela e o marido apareceram justo agora, que aconteceu isso”, acusa.

Aí, só resta desconfiança pra família Uller. A crença deles é que o casal teria pago o guarda pra fazer o falso flagrante. Agora, a Fiorino tá apreendida e a Codetran diz que o carritcho tá irregular e a mulher teria dado queixa de roubo.

Fala Codetran

José Alvercino Ferreira, coordenador da Codetran, diz que o órgão tem todo o direito de apreender um veículo que tiver com emplacamento atrasado, mesmo que ele não esteja circulando pelaí. “Não interessa se ele tava parado”, esclareceu.

Sobre o procedimento, Zé disse que o guarda apareceu na frente da floricultura porque uma senhora ligou denunciando que não tinha conseguido passar na calçada por causa da Fiorino. Aí, o agente pediu a Yuri que o veículo fosse retirado.

Zé confirmou também que Brito pediu os documentos dele quando tava dentro da caranga. “É um procedimento normal”, garante. O guri tava sem a CNH na hora e o emplacamento tava vencido. “Se o carro não tivesse em cima da calçada nada disso teria acontecido”, acrescentou.

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