• Postado por Tiago

André Nardelli, 23, que trabalha na Liquigás em Barra Velha, tava abastecendo o carro antes de sair para trabalhar quando ouviu uma funcionária do posto de gasolina que fica bem perto do local onde aconteceu o acidente sair gritando que o barco tava afundando. “Na hora nem acreditei que um barco daquele tamanho fosse afundar daquele jeito”, conta. Ele diz que avistou um homem fora da embarcação gesticulando que tinham quatro pessoas a bordo. André chamou o pessoal dos bombeiros na hora, mas ele disse que chegou apenas uma caranga com dois bombeiros e sem equipamento algum. “Nem roupa de mergulho os caras tinham”, revela.

Um deles tirou a camisa e se jogou no rio para fazer o resgate. André não acreditou no que tava vendo e ligou novamente pra bombeirada, dizendo que o barco era grande mesmo e que tinha gente dentro berrando e dando socos, apelando por socorro. O pessoal avisou que só tinham um barco especializado para o resgate, mas tava quebrado. “Daí eles mandaram aqueles caminhões que apagam fogo. Preparados para fogo e resgate em terra eles até podem estar, mas se afundar mais barco por aqui, coitados”, ironiza André.

Em pouco tempo, os bizolhudos de plantão já estavam a postos no Parque Náutico dos Cordeiros. A galera se amontoou no píer para ficar diolho no resgate dos pescadores. Os meganhas ficaram injuriados com a movimentação do povão, que não ajudava em nada, e depois de duas horas do resgate decidiram isolar a área e mandar todo mundo passear.

Trânsito virado num alho

Com o movimento de viaturas dos bombeiros, do Samu e da polícia, o trânsito da Reinaldo Schmithausen ficou virado num alho. Um guardinha da Codetran teve que trabalhar pra tentar dar uma organizada no tráfego. Por volta das 10h, uma das pistas foi interditada e ninguém mais podia passar pela principal avenida dos Cordeiros.

Com a palavra

O sargento do corpo de bombeiros, Carlos Alberto Sedrez, 43 anos, explicou que o primeiro carro que chegou no local tava realmente sem roupas especiais de neoprene ou outro equipamento de resgate aquático. “Recebemos a informação de que uma embarcação estava afundando, mas não tínhamos a noção da gravidade da situação”, disse.

Ele informou que para esse tipo de resgate, o corpo de bombeiros precisou do auxílio dos mergulhadores especializados, mas atuou o tempo inteiro na operação. “Ficamos em contato com os últimos dois tripulantes durante todo o período que eles permaneceram ali dentro”, explicou.

As vítimas tavam conscientes e com oxigênio para respirar porque uma bolha de ar se formou com o barco virado e o local não era muito fundo.

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