• Postado por Tiago

Pelo jeito, a fuga da jaula virou moda no cadeião de Tijucas. Foram sete os fujões nos últimos cinco dias, entre eles, assassinos perigosos. Os homisdalei chegaram a encontrar um dos trastes, que tava escondido numa chácara no interiorzão da city. Mas o resto do bando continua livre, leve e solto pelaí.

A última escapulida rolou por volta do meio-dia de segunda-feira. Dois engaiolados, que trampavam na fábrica de calçados que funciona dentro do presídio, aproveitaram o horário de serviço pra deitar o cabelo. Os malacos, um deles condenado por assassinato e o outro por assalto seguido de morte, fizeram um furo na parede da fábrica de sapatos e conseguiram sair pro pátio. Eles carregavam uma escada, que improvisaram usando pedaços de mesas e cadeiras de madeira.

Com a ajuda do trambolho, escalaram o muro do presídio e ganharam as ruas. Quando os agentes prisionais e os milicos que fazem a guarda do cadeião se deram conta de que a dupla tinha siscapado, os dois já tavam longe. Os meganhas saíram à cata dos trastes, mas não conseguiram achar nem rastro deles.
Na sexta-feira de madrugada, outros cinco bandidos já tinham saído da gaiola por ali. O bando conseguiu serrar uma grade e siscapoliu pelo suspiro, um buracão que garante a entrada de ar no xilindró.

A puliça Civil recebeu a informação de que o bando tava mocosado numa chácara abandonada no bairro Itinga, interiorzão das Tijucas, e pintou na área pra tentar encontrá-los. Mas a turma não tava por ali. Deram então um bizu nas redondezas e acharam Elisandro Hoffmann, condenado por furto, e Adriano Luís, que tem uma bronca por assalto seguido de morte nas costas, dando sopa no sítio Arca de Noé.

Quando viu os tiras, Adriano se embrenhou no matagal e fugiu dinovo. Elisandro foi grudunhado pelos homisdalei e levado divolta pro presídio, de onde não deverá sair tão cedo. A caça aos outros fujões continua pela região.

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