• Postado por Tiago

INTERNA-POLÍCIA-ABRE---MATERIA-PRINCIPAL-p---Roubo-IGP---Rubens-Fernandes-e-Flávia-Dias-(17-06-09)

Droga era retirada antes de chegar no laboratório do instituto de perícia

Flávia Maria Dias e o namorado Rubens Lopes Fernandes lucravam há pelo menos três meses com o tráfico de drogas no Sul da ilha. O casal foi preso na noite de terça-feira acusado de roubar amostras de drogas do Instituto Geral de Perícias (IGP) e revender a traficantes.

Flávia é funcionária terceirizada, trabalhava há um ano e meio no setor de protocolo do IGP e era quem levava a droga pra casa. Rubens é motorista concursado do Ministério Público Estadual e passava a porcaria adiante.

O esquema foi descoberto pela diretoria estadual de investigações criminais (Deic) através de denúncias anônimas. Assim que tomaram conhecimento do caso, os delegados comunicaram o IGP e começaram a investigação. Na noite de terça-feira, oficiais da Deic abordaram Flávia no terminal do Rio Tavares. Ela saiu do IGP, pegou o ônibus até o terminal e Rubens a aguardava para irem juntos para casa no Morro das Pedras.

A ação foi gravada pelos policiais. Quando perguntada sobre o que tinha na bolsa, Flávia disse que tinha um envelope do IGP. Na bolsa, os agentes encontraram cocaína e uma ficha de comunicação interna constando que o material tinha sido apreendido em Itajaí. O casal recebeu o teje preso e foi levado até em casa, pra ver se tinha mais porcaria por lá.

Na baiuca os policiais encontraram uma série de coisas suspeitas. Envelopes oficiais do estado, coletes da polícia civil, algemas, bonés da PM, balanças de precisão e munições. O material é de uso restrito da polícia e apesar do Rubens já ter trabalhado como escrivão, não poderia estar com material em casa. Os tiras também encontraram um pouco de porcaria.

Flávia pegava a droga do IGP antes de ela seguir para o laboratório e devolvia o envelope. Já que alguns vinham sem a discriminação de peso, a pesagem era feita depois da análise pelo IGP. O diretor do instituto, Giovani Adriano, diz que é importante que as amostras encaminhadas para a perícia cheguem especificadas.

Atualmente, o IGP possui 20 funcionários terceirizados e outros 115 concursados. As empresas que fornecem os funcionários são contratadas pelo estado através de licitação. ?Existe todo um procedimento, como testes, para a contratação de concursados e isso faz com que o risco de problemas como esse sejam menores?, esclarece. O ministério público já pediu o inquérito para a polícia Civil e será instaurado um procedimento administrativo contra Rubens. Ele começou a trabalhar como motorista do MP em junho de 2008. Os dois foram autuados, na Deic, por tráfico, associação ao tráfico e peculato – crime praticado por funcionário público.

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