• Postado por Tiago

Polícia isolou o local pra não deixar abelhudos chegarem perto

O fogaréu que torrou a geladeira gigante da Iceport na manhã de ontem, em Navegantes, botou o povão e os funcionários da empresa pra correr. Com as chamas aumentando, a galera quis vazar rapidinho, mas a direção da Portonave garante que a retirada dos funcionários foi tranquila. Assim que o fogo começou, o alarme da empresa disparou, deixando quem tava por lá de cabelo em pé.

A galera até que demonstrou uma certa tranquilidade quando começou a ser retirada, mas ao perceber que as chamas não paravam de aumentar, foi como estouro de boiada. Um corre-corre pra todos os lados. ?Tinha até funcionário pulando as grades para fugir da tragédia?, conta o comerciante Edson Raulino, 28 anos.

O comerciante e a sogra, Sandra Silva, 52, tavam tando uma banda na avenida Aníbal Gaya quando viram que a muvuca tava se formando. O abelhudo tirou a máquina da bolsa e começou a filmar cada movimento estranho. Ele contou que os primeiros minutos foram complicados. ?O fogo tava alto e só os bombeiros de Navegantes tentando combater as chamas. Se tivesse vazado a amônia nós estaríamos perdidos, pois a água não chegava até o alto?, disse. ?O que mais se via era gente correndo de um lado pro outro, sem saber o que fazer?, acrescentou.

Até a chegada do pessoal do Navetran, o trânsito próximo à Portonave virou uma verdadeira bagunça. Tinha carros e motos cruzando para todos os lados e gente correndo na rua. Edson contou que o motora de um bruto que tava entrando no terminal se encagaçou tanto que largou a boleia, deixando o caminhão no meio da rua, com a chave na ignição. A puliça que teve que tirar o bruto, pra não atrapalhar os caminhões dos bombeiros.

Família acompanhou

O marido de Lidiane Mafra, 25, Reinaldo Mafra, voltou correndo pra casa assim que soube que o fogo tinha começado. O casal é vizinho do terminal e conta que na semana passada o alarme de incêndio do porto foi acionado, mas era um teste e nada aconteceu. Ontem o alarme voltou a tocar e quando a moradora saiu pra bizolhar viu o fogo se alastrando por toda a parte superior da Iceport.

Nenhuma autoridade chegou a pedir para que eles saíssem de casa, mas o casal temia que a fumaça mudasse de rumo e fosse em direção a baia. O maior medo era com a filhinha de três anos e com a dificuldade de retirar os três cachorros e quatro cavalos que tem no terreno.

Diz que avisou, mas não pediu pra sair

O fotógrafo Luciano Dias, 34, conta que um funcionário do porto apareceu correndo pela rua, avisando a galera pra vazar rapidinho que ia explodir tudo. ?Eles levaram o pessoal pra frente do colégio estadual Julio Miranda, e depois pra frente do Mercado Glória. De lá, foi cada um por si?, explicou. Seu Antônio Flor, 71, disse que achou um exagero. ?Já vi coisa muito pior quando aquele navio em Itajaí explodiu (na década de 60). Eles só mandaram desligar a luz e o gás, e foi o que eu fiz?, falou. Ele resolveu não deixar a casa e preferiu arcar com os riscos. Graziela Delfim, 24, também ficou em casa. ?Eles falaram que se a gente não quisesse sair, o melhor seria colocar uma toalha molhada sempre no rosto por causa da fumaça?, informou.

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