• Postado por Tiago

O gerente da churrascaria Oficina do Sabor, em Balneário Camboriú, M.C., 27 anos, levou um susto esta semana quando viu três de seus ex-empregados, que tinham sido presos na madrugada de segunda-feira por terem roubado mercadorias de dentro do restaurante, andando pelaí. Apesar de terem sido pegos em flagrante pela polícia Militar, eles ganharam um arrego da dona justa e já tão livres, leves e soltos. “Desse jeito tão incentivando a criar criminosos”, lasca.

O ex-vigia da churrascaria e dois garçons, um deles dimenor, são acusados de terem sumido com caixas abarrotadas de bebidas e carnes nobres, como picanha e filé mignon. Eles já estariam fazendo a safadeza há pelo menos três meses e causaram um preju dos grandes. Por isso, o gerente não se conforma que tenham sido soltos. “A PM fez um ótimo trabalho, pegou os caras em flagrante, mas o judiciário decepciona. A gente conversa com os clientes, outros donos de restaurantes, e tá todo mundo indignado”, diz.

Ele contou que já pintaram boatos de que o trio estaria pensando em se vingar por ter sido preso. “Já ouvimos uns papos de retaliação. A nossa situação fica complicada”, acredita M. Ele diz que agora vai esperar o processo correr na dona justa e espera que os caras sejam punidos.

Promotor explica

O promotor criminal Jean Michel Forest explicou que, geralmente, pessoas presas por furto, quando são rés primárias, ou seja, não têm a ficha suja, não ficam na cadeia. “Esse caso não é de minha atribuição, porque é da 1ª Vara Criminal. Mas, em geral, quando o crime prevê até quatro anos de prisão, o réu tem direito a substituir a pena por prestação de serviço ou reparação de danos. Não faz sentido manter presa uma pessoa que poderá, depois de julgada, ser liberada”, comentou. O magistrado que caneteou a liberdade pros funcionários do restaurante, dotô Roque Cerutti, tava em audiência ontem à tarde e não pôde comentar o caso.

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