• Postado por Tiago

Passados 10 dias do final da Marejada, a fundação Cultural de Itajaí (FCI) ainda não conseguiu fechar as contas da festa. Se a tendência dos últimos anos se confirmar e a Marejada mais uma vez fechar no vermelho, uma das opções para o próximo ano seria abrir licitação e terceirizar a realização da festa dentro das exigências da prefa pra manter as tradições portuguesas. A informação é do superintendente da FCI, Agê Pinheiro, que disse também que, em 2010, a organização da Marejada e as outras festas do município vão voltar pras suas secretarias de origem. Ou seja, a Marejada fica com a Fitur, a Festa do Colono fica com a secretaria de Agricultura e o Festival de Música com a fundação Cultural.

Agê disse que ainda não sabe se a festa vai fechar no vermelho e que não pode passar nenhum dado sem o fechamento oficial das contas, que deve acontecer na semana que vem. O abobrão explicou que a prestação tá demorando pra sair porque os dois barnabés da fundação, que trampam com isso, tão atolados de trampo, já que a fundação tá responsável por todos os grandes eventos que rolam em Itajaí. “Na administração anterior os grandes eventos ficavam com a FCI, mas com a redução de cargos, ficamos sobrecarregados. Hoje a gente faz de tudo, menos políticas públicas de cultura”, disse o mandachuva. Pra resolver o pepino, Agê disse que no próximo Plano Plurianual (PPA) vai constar que eventos como a Festa do Colono e a Marejada vão ser organizados por suas secretarias de origem.

Em 2008, a Marejada deu um preju de R$ 836 mil e a Festa do Colono deste ano gastou R$ 343 mil a mais do que arrecadou. Juntas, as festocas deram mais de R$ 1 milhão de prejuízo. Se a tendência se confirmar, uma das possibilidades apontadas por Agê seria de abrir licitação e terceirizar a organização da festa. Pra ele, acabar com a festa não seria a solução, já que Santa Catarina tem tradição no calendário turístico nacional com as festas típicas.

“Precisamos ter uma visão pautada no turismo sustentável e no empreendedorismo para que a Marejada aqueça a economia local”, disse. Agê contou que já apresentou a possibilidade de terceirização pro prefeito Jandir Bellini (PP), que tá estudando a proposta, mas fez questão de deixar bem explicadinho que se isso acontecer, a licitação vai ser rigorosa e a empresa vencedora vai ter que cumprir as exigências da prefa em relação ao que precisa ser mantido na festa, como atrações e comidas típicas portuguesas.

“Na administração anterior os grandes eventos ficavam com a FCI, mas com a redução de cargos, ficamos sobrecarregados. Hoje a gente faz de tudo, menos políticas públicas de cultura”. Agê Pinheiro, superintendente da fundação Cultural

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