• Postado por Tiago

Quem não tem veículo e mora no Imaruí, em Itajaí, fica ilhado nos finais de semana. Isto porque sábado à tarde e domingo o dia inteiro as linhas de ônibus não passam na comunidade. O reclamo foi feito ao DIARINHO por Rosângela Koch, moradora do conjunto habitacional Alfredina Verona Macagnam. “Moramos em uma cidade privilegiada, com recantos naturais e lindas praias, inacessíveis aos trabalhadores que moram em nosso bairro e que na sua maioria não possuem carros ou outros veículos”, discursa a leitora.

O Imaruí é uma das localidades mais pobres de Itajaí. Quando Rosângela foi morar no local, há 10 anos, o bairro nem possuía transporte coletivo. Só depois de muita berraceira dos moradores é que a Coletivo Itajaí começou a operar por lá. O problema é que o último ônibus dos finais de semana passa no Imaruí às 13h de sábado. O ponto mais próximo onde passam busões no findi fica no Bradesco da Barra do Rio, seis quarteirões de distância da casa de Rosângela.

Pra idosos, crianças pequenas e pessoas com deficiência fica praticamente impossível visitar outras localidades nos finais de semana. Quem não tem veículo próprio, o jeito é pegar carona. “A questão é a seguinte, se somos produtivos, ativos socialmente, pagamos nossos impostos e cumprimos com nossa obrigação civil, trabalhista, consequentemente temos também o direito ao lazer”, desembucha Rosângela. Para ela, não liberar busão pro Imaruí aos finais de semana é discriminação e preconceito contra o povão pobre.

Pedido de linha é com o Comtranc

Toda a alteração no transporte coletivo de Itajaí passa pelo conselho Municipal de Transporte Coletivo (Comtranc). O pessoal do conselho se reúne uma vez por mês na prefeitura pra tratar dos problemas no transporte coletivo. O engenheiro civil Roberto Rocha, membro do Comtranc, informa que as reuniões são abertas à comunidade, que pode apresentar suas reivindicações e fazer sugestões.

Pra solicitar novas linhas ou mudanças nos horários, Roberto explica que a pessoa deve procurar a secretaria de Urbanismo, que funciona das 13h às 19h, e fazer o pedido por escrito. Outra forma é ir até a associação de moradores do bairro e solicitar pro presidente levar o reclamo ao Comtranc. O morador pode ainda participar das reuniões do conselho pessoalmente. Pra Roberto, esta é a melhor maneira de expor o pedido.

O encontro do Comtranc acontece toda primeira quarta-feira do mês, às 18h30.

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