• Postado por Tiago

Bichinhos serão levados pra tratamento veterinário

Uma judiaria foi flagrada ontem à tarde pelos milicos. Quinze galos foram apreendidos nos fundos de uma casa da rua Anitápolis, no bairro Iate Clube, em Balneário Camboriú. Os meganhas desconfiam que as aves eram usadas em rinha. Um dos pobrezinhos tava cego e outro até tava com o bico detonado e sangrando. Pra piorar, o filho do dono da baia foi guentado com um trabuco sem porte.

O atraque rolou pelas 13h. Os tiras receberam a informação que tava rolando um tiroteio por lá e baixaram nos fundos da casa 786. Quando chegaram ao local, pertinho do rio, tiveram a surpresa. Encontraram a montoeira de galinhos presos numas 10 gaiolas, no quintal.

Uma das aves estava cega de um olho. Uma outra estava com o bico todo estuporado, com parte de um esporão postiço colocado na parte superior da asa e sangrando muito. Tinha até sangue dentro da comida, na ração dada ao bichinho e na porta da gaiola. Os policiais desconfiam que todos os galos eram usados pra rinha e estariam feridos depois de terem sido postos pra brigar com outros gueludos.

Conforme a denúncia, os policiais encontraram pelo chão algumas cápsulas de pistola calibre 380. Vendo que tinha caroço naquele angu, os policiais entraram na casa e encontraram o trabuco de mesmo calibre. Edson Menezes da Rosa, 21 anos, pagou de machão e disse que a arma era sua. Como o cara não tem porte pro berro, foi levado pra delegacia, pra contar onde arrumou a arma. Depois de dar um plá com os tiras, ganhou uma vaga atrás das grades.

Enquanto isso, o dono da baiuca e pai do rapaz, seu Ernesto Menezes da Luz, 53, foi guentado no local. Mesmo negando, o cara foi caneteado por maus tratos aos animais. Ele terá que responder à bronca direto com a dona justa e poderá prestar de três meses a um ano de serviço comunitário.

A polícia ambiental de Tijucas foi chamada pra dar um pulo no local e recolher as aves. Os bichinhos serão levados pra tratamento veterinário.

Na vizinhança, prevalece a lei do silêncio. Todos os moradores das casas que ficam coladinhas com o quintal do acusado juram de pés juntos que não viram nenhuma rinha de galo acontecer por lá. ?Tanto não tem nada, que não tem nem tambor?, conta um morador que não quis se identificar. Tambor é o treco usado pelos safados como ringue pros galos brigarem.

O outro lado

Ernesto, dono da baiuca, também jura que não fazia rinha de galo. O homem contou à reportagem do DIARINHO que os galos são do seu filho aborrescente. Afirma que o garotão ganhou as aves de amigos e criava todas na buena. Quanto ao ferimento do bico de um dos bichos, afirma que o próprio galo simachucou. ?Ele fica bicando na porta pra pegar comida e abrir a gaiola e isso machuca?, afirma.

Ernesto diz que tem um sítio no interior de Camboriú e que iria levar as aves do filho pra lá. ?Eu já fiz rinha de galo quando era mais moço, lá no Rio Grande do Sul, mas aqui nunca fiz nada não?, garante.

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