• Postado por Tiago

Aos seus primeiros seis meses de mandato eletivo na construtiva vereança itajaiense, eleito pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) nas concorridas eleições peixeiras de 2008, em Itajaí, o estreante edil Marcelo Werner, aos 31 anos de existência mortal, vê, agora, o seu pleito ser questionado. Vasado e veiculado maledicentemente na mídia como diferenciado. Ao estilo bem medíocre-burguês: de heroi ou vilão?

Egresso político do tradiconal PMDB local, o reconhecido e vitorioso paradesportista MW vem sendo relacionado à prática de ter interagido irregularmente sob o ponto de vista político, eletivo e mandatário em Itajaí. E que o mesmo, tal conformidade de veiculações mencionadas, Marcelo – na condição de sócio cotista minoritário de uma micro-empresa de orígem familiar -, não deveria ao mesmo tempo exercer funções públicas na esfera da municipalidade e/ou legislativamente no âmbito da já quase sesquicentenária cidade-pólo, de Itajaí, que comemorou o marco de 149 anos de sua emancipação político-administrativa em 15 de junho corrente.

Revestido de um mandato popular pleno e com toda a paciência política e desportiva, Werner está elevado no centro das atenções desta polêmica alimentada – pequeno-burguesamente, eivada de interesses difusos no município papa-siri -, prossegue avante em suas demandas coletivistas e parlamentares na mega e inovadora estrutura da Câmara Municipal (cidadã) de Itajaí. Ora, na vanguarda destacada do recém-criado Parlamento da AMFRI a congregar mais de uma dezena de urbes emancipadas, reunindo além de uma centena de vereadores, sob exercícios nestas localidades distintas.

Marcelo Werner, tenramente portador de glaucoma congênito – desde os três meses de vida e aos 16 de idade, mesmo tendo perdido a visão parcial, e, depois totalmente -, jamais se impossibilitou de lutar sempre na inserção de uma pessoa normal. Simples, comum e produtivo na sua comunidade básica e de convívio social. Estudando e bacharelando-se em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI); objetivando, inclusive, em vir logo adiante poder exercer a profissão acadêmica optada. Por direito e justiça.

Conciliando suas atividades corriqueiras e intelectuais com a deficiência visual (tida como até então, irreversível) e as práticas desportivas e sociais, o polivalente, sensível e batalhador vereador comunista Marcelo Werner, que também é ativista convicto na Associação dos Deficientes Visuais de Itajaí e Região (ADVIR), não pode, eis que de repente, ser colocado como vilão neste episódio político de extraordinária especulação midiática, cotidianamente.

Educado, politizado, sensato e aplicado em seus direitos e deveres elencados, o camarada Werner não somente se dedica às causas do povo do seu periférico e demandável bairro Limoeiro – na divisa urbana de Itajaí com o também próspero município de Brusque -, como também tenciona por projetos e ações públicas afirmativas por todo o território itajaiense em favor do conjunto dos munícipes dispersos por todos os seus quadrantes geopolíticos.

Não integrante efetivo da mesa diretiva no Poder Legislativo, mas inserido-se nas Comissões da Casa de Leis de Itajaí e implicitamente na jurisdição de competência política ampliada do parlamento da AMFRI, o jovem edil Marcelo (PCdoB) defende resolutamente a inclusão coletiva da população em seu madato eletivo parlamentar e popular. Cônscio de sua representatividade histórico no processo ideológico e político gestionado, sendo está é a primeira vez que um candidato comunista concorrente se elege no município itajaiense.

Arrolado neste embróglio político decorrente, vereador de primeiro mandato – mas, como “marinheiro debutante nesta grande nave-expedição” -, MW, com certeza, não é nenhum mocinho e muito menos vilão neste “affaire” desfechado, com ingredientes capitalistas para um comunista peixeiro e noviço no cenário político e mandatário, sob constantes e hercúleas disputas travadas na história da pujante e eclética Itajaí, neste quase um século e meio de emacipação política e administrativa, ora sob festividades afins.

Sem dúvida, no episódio desencadeado, tendo como protagonista tal (pontualíssima) microempresa familiar em questão, o incipiente parlamentar Marcelo Werner (PCdoB) – cujo partido também se faz representar efetivamente pela vez primeira na localidade itajaiense -, deverá servir para dar transparência e visibilidade à eventuais descaminhos na relação da real e equidistância do poder legislativo para com o executivo municipal na portentosa e afamada Itajaí. De tantas belezas e virtuosidades naturais a mesclados escândalos ocasionais, ecoados aos ouvidos (e olhos) de milhões de pessoas fincadas no contrastante estado de Santa Catarina e por todo nosso extenso território nacional deste rico e pobre Brasil. Aliás, não estanque, mas, sim, globalizadamente.

Estigmatizado, cristianizado mesmo neste ocaso, caberá aos comunistas responderem à altura da demarche alavancada. Já que tanto o vereador em lide como o próprio PCdoB, estão a merecer respeito. Principalmente, total isenção e isonomia por parte da imprensa repercutível; e, por ventura, prenhada por interesses outros nesta sistemática campanha desencadeada sob metodologias excludentes e/ou apartedeístas. No mínimo,de enfoques unilaterais e direcionados.

Nesta direção, se analisarmos detidamente a quadra política regional – extrapolando para âmbito maior -, podemos detectar, vislumbrando, relações conspicuosas dentre os poderes políticos correspondentes e preponderantemente. Que sob a tônica de interdependentes, já há tempos instalados na vida pública, interagem com artificialidades e/ou meia-verdades legalistas e recorrentes. Moralísticamente!

E se na vida pública, o estreante vereador pecedebista está sendo questionado por supostas ilisuras circunstâciais pré-exercitadas – em razão desta microempresa familiar e societária -, o jovem e superador de obstáculos competitivos Marcelo Werner – com toda sua força de vontade e boa índole incidental -, está preparado para também vencer, com toda dignidade peculiar, mais esta “marola”, interposta-lhe, agora.

A exemplo do mais recente desafio exitoso por ocasião – dias atrás – dos Jogos Abertos Paradesportivos Catarinenses (PARAJASC), realizado em Caçador – SC, quando o atleta MW com toda energia conquistou três Medalhas de Ouro para Itajaí, vencendo as provas de 50 metros livre e a dos 100 metros livre e 50 de costas, nesta disputa travada na piscina para deficientes visuais.

De volta ao município, após mais este grande feito paradesportivo, o vereador Marcelo Werner(PCdoB) participativamente e solidário com as festividades cívicas e populares do 149º aniversário de emancipação política e administrativa de Itajaí, está convicto que, mesmo apesar de todos os problemas advindos da recente catástrofe abatida sobre a cidade (e região), somatizada ainda à crise mundial anunciada, tanto a urbe itajaiense como o país, logo se recuperarão contando a efetiva participação de nossa gente. Inclusive, com a sua devida inclusão, tanto nos sacríficios e benefícios da economia em geral. Enquanto partícipe ativo e sujeito de sua própria história real, acima de tudo, realisticamente, Marcelo Werner é daqueles brasileiros otimistas em um país maior para todos os brasileiros. Sobretudo aqueles mais discriminados em pleno século 21, por toda nossa América Latina.

Ass: Clebion Miranda, militante e dirigente do PCdoB em Navegantes

(Transcrito ipsis litteris)

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