• Postado por Tiago

O garçom do bar Tropical Beer, da avenida Brasil, em Balneário Camboriú, foi atingido por dois balaços nas costas dentro do boteco onde trampa. A tentativa de assassinato rolou pelas 4h da madrugada ontem. A polícia investiga se rolou uma briga ou se as azeitonadas foram endereçadas à vítima. O povão comenta que os dois jaguaras atiraram contra o comércio e acabou sobrando pro trabalhadô.

Thiago Camelo Leite, 23 anos, tava na porta do bar quando levou os dois tirombaços nas costas, caiu no chão e perdeu muito sangue. Apesar de ferido, se manteve consciente, foi socorrido pelos bombeiros e levado pro hospital Santa Inês onde foi medicado e liberado.

Quem tava tomando uma cerva no local não quis contar muita coisa pros milicos. Uma testemunha disse apenas que os atiradores teriam simandado num Stilo prata, mas não anotou a placa do possante. Outros fofoqueiros de plantão falaram que dois malencarados pararam na frente do bar e mandaram o chumbo grosso.

No local, foram recolhidas cinco cápsulas de calibre 380 e outras quatro de nove milímetros que serão mandadas pra perícia. A polícia civil investiga o crime e espera a vítima melhorar para saber se ela tava devendo algo pra algum desafeto ou se tomou os tiros digrátis.

Zona toda noite

A vizinhança do bar que abriu o bico pro DIARINHO conta que o boteco é sede de zueira todas as noites. Quando não rola briga da bandidagem que sai alguém ferido, é o barulho dos bebuns que incomodam durante a madrugada até o início da manhã. “Principalmente às quintas-feiras, sextas e fim de semana. A gente não consegue dormir”, lascou uma moradora da região que não quis se identificar.

O zelador de um dos prédios próximos conta que até já foi feito abaixo-assinado e metido um processo no lombo do dono do comércio, Elton Garcia. O processo tá rolando há uns dois anos, mas desde então a bagunça por lá só continua. “Não acontece nada, porque eles têm as costas quentes”, afirma o homem.

Pra piorar, os vizinhos ainda dizem que chamam a polícia militar quando dá algum arranca-rabo por lá e os meganhas fariam corpo mole pra atender as ocorrências. O capitão Ronaldo de Oliveira nega que os milicos tejam de bobeira. Explica que as baratinhas sempre passam lá quando são solicitadas. “A polícia não pode restringir o direito de locomoção de uma pessoa ou de permanência em um local, salvo se estiver causando perturbação”, explica.

O policial conta que o problema no Tropical Beer, assim como na avenida Atlântica, é causado pelo acúmulo de pessoas e a falação do pessoal. “A única forma de inibir é restringindo o alvará de funcionamento pra até 23h”, acredita.

A reportagem do DIARINHO esteve no bar na manhã de ontem e também telefonou para o número do Tropical Beer, mas não conseguiu contato com o dono do lugar.

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