• Postado por Tiago

A leitora Fernanda Melo escreveu ao DIARINHO pra dizer que não consegue se conformar ao ver que a cidade recebe uma nota preta em decoração enquanto a casa de passagem, que abriga adolescentes com problemas sociais, não ganhou nenhuma bolinha de Natal de enfeite. Ela reclama que não rolou nenhuma contribuição pra decoração natalina, preparativos pra ceia ou pras lembrancinhas dos sete internos que vivem por lá até completarem os 18 anos. “Essas pobres crianças já possuem uma história de vida com tantas dificuldades”, acrescenta.

Pra Fernanda, o único foco dos chefões do município está em atrair mais e mais turistas. “É muita hipocrisia encantar os olhos dos forasteiros com tanto espírito natalino, enquanto crianças que não pediram para estar sendo amparadas se sentirem tratadas como lixo”, lascou.

Pela lógica de Fernanda, se não fosse investido tanto no Papai Noel gigante que custou R$ 86 mil e foi torrado por um incêndio na segunda-feira, um dia depois de ser inaugurado, sobrava dinheiro pra casa de passagem e outras creches da city. “É Natal, tempo de solidariedade e não apenas uma data comercial”, faz questão de lembrar.

Futilidade não póoodi

Caroline Signori Feix, coordenadora da casa de passagem, explica que o Tribunal de Contas não deixa a prefa liberar dindim pra compra de bolinhas e lacinhos pra enfeites de Natal de instituições de assistência. “Eles entendem que não pode comprar porque é considerado futilidade”, argumenta.

Pra evitar que a instituição fique sem enfeites, a prefa manda pro pessoal materiais recicláveis, papéis de seda, camurça e outros apetrechos pra que os badulaques de Natal sejam produzidos lá mesmo na casa de passagem. “Estou fazendo uma outra movimentação pra arrecadar o chester e pra fazer a festa deles”, conta Caroline, que convocou alguns padrinhos e madrinhas, que se comprometeram a dar os presentes dos internos, a se coçarem e fazerem as contribuições.

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