• Postado por Tiago

Acostumado a receber jogos do campeonato Catarinense e da série C do Brasileiro, o Gigantão das Avenidas tá longe de ser um verdadeiro estádio de futebol. Como algumas reclamações pipocaram por aí, dizendo que o Dr. Hercílio Luz tava às moscas, a reportagem do DIARINHO foi conferir de perto como tá a situação da casa do Marinheiro.

Principal ponto do estádio, o gramado do Gigantão não mudou muito, ou seja, continua o mesmo mato, agora incluindo até algumas florzinhas rosas e brancas nas laterais. Quem sofre com o campo, que parece um pasto, são os jogadores do time juvenil do Marcílio Dias, que dão duro pra rolar a bola, sempre vigiados de perto por alguns quero-queros.

Próximo a uma das traves, um alerta de perigo: ganchos que seguram as redes estão totalmente enferrujados, esperando algum perna-de-pau cair no local e se ferrar todo. Dentro das áreas a situação continua a mesma, com o famoso ponto onde a grama não nasce pros goleiros ralarem os joelhos no barro duro. Fora de campo a situação também não anda às mil maravilhas.

Importante pro clube faturar uma graninha, algumas placas de publicidade tão caídas no chão, outras rasgadas e também empilhadas. No corredor dos vestiários, a maca parece ser um mero objeto rengo, que não dá pra carregar nenhum jogador machucado. Tem até janela de vestiário quebrada. E isso tudo a dias de dois jogos da copa Santa Catarina rolarem no estádio. ?Temos funcionários trabalhando direto lá, cedidos pela secretaria de Obras. Esta semana vamos dar uma melhorada por causa dos jogos?, garante o ?atual presidente cassado?, Carlos Crispim.

Mãozinha pra Brusque e Metrô

Punidos com a perda de um mando de campo, Brusque e Metropolitano escolheram o Gigantão pra mandar seus jogos pela primeira rodada da Copinha, respectivamente contra Criciúma, às 15h30 de sábado, e Atlético de Ibirama, às 16h de domingo. E os dois clubes vão jogar digrátis em Itajaí. ?Temos um acordo com os clubes de Santa Catarina pra emprestar os estádios?, diz Crispim. Com isso, o clube mandante do jogo só tem que pagar pelas despesas da partida, como arbitragem e segurança, e pode detonar o gramado alheio sem custos.

Crispim ainda disse que, em 2005, não foi Brusque e Metropolitano que se negaram a ceder seus estádios ao Marinheiro. ?A polícia Militar não quis dar segurança?, garante. Na ocasião, o Rubro-anil jogou contra o Guarani, em Ibirama, de graça. ?O Criciúma também não cobrou?, finaliza Crispim.

Estádio tá com maca toda renga e tem até janela quebrada

  •  

Deixe uma Resposta