• Postado por Tiago

O departamento Estadual de Trânsito [Detran] tá na cola do despachante Gil. O corregedor Max Magno Vieira, do Detran, confirmou ontem ao DIARINHO que o despachante Gil arrendou o estabelecimento para um funcionário, autor do golpe que lesou uma penca de clientes. O arrendamento não é permitido por lei. “Nós abrimos um processo contra esse ato e o procedimento investigativo continua”, informou Max. Ele explicou que o inquérito que investiga o golpe pode acabar apenas em advertência ao despachante ou mesmo o descredenciamente de Gil junto ao Detran.

Pro corregedor, fechar hoje o despachante seria prejudicar ainda mais o povão que foi vítima do golpe praticado por um funcionário sacana. “A situação financeira do estabelecimento estava bem precária. O Gil falou que estava providenciando um empréstimo pra poder quitar todas as dívidas pendentes. Nós estamos acompanhando o caso e sabemos da vontade dele em resolver o problema”, disse Max.

O corregedor foi bizolhar de perto como anda o processo de regularização das pendengas do despachante peixeiro. “Tava tudo muito bagunçado, mas o Gil se comprometeu a resolver todos os problemas com os clientes e foi justamente por isso que nós não fechamos o estabelecimento”, argumenta.

O DIARINHO tentou contato com o despachante no finzinho da tarde de ontem, mas o telefone chamou até cair a ligação e nada de alguém atender.

Uma renca de vítimas

As denúncias contra o despachante Gil começaram a chegar ao DIARINHO no começo de setembro. Pelo menos cinco vítimas procuraram o fofoqueiro pra colocar a boca no trombone contra a sacanagem.

Todos os clientes lesados pagaram pela regularização dos documentos e, quando pesquisaram no saite do Detran o andamento do processo, levaram aquele baita susto: nenhuma taxa havia sido paga e o licenciamento dos veículos nunca foi feito.

No dia 15 de setembro, até polícia apareceu na frente do despachante pra controlar os ânimos dos clientes fulos da vida com a treta. É que os funcionários do despachante, além de não devolver o dinheiro dos clientes, ainda se recusavam a entregar o documento dos veículos.

O corregedor do Detran disse que ainda está fazendo o levantamento das vítimas e por isso não sabe quantas pessoas foram lesadas.

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