• 22 jun 2009
  • Postado por Tiago

Mídia mais positiva com a crise

O noticiário econômico tem sido favorável em praticamente todos as variáveis, tanto internamente quanto externamente. O principal aspecto reside ainda no lento processo de recuperação que as economias vêm experimentando. Dúvidas quanto ao futuro da China, recuperação econômica européia, força dos países do BRIC e o futuro dos juros internos, tem sido os principais destaques da mídia.

Cataclisma não aconteceu

Não é para menos. Afinal, no início do ano, tínhamos uma opinião quase geral de um grande cataclisma que felizmente não se realizou, mas que tem suas implicações na recuperação a médio e longo prazos das economias, como vem se configurando.

Emergentes são a esperança

As principais esperanças de uma recuperação mais rápida ainda estão focadas nos emergentes. Ainda que tenham apresentado resultados alentadores (à exceção da Rússia), os resultados parciais não indicam que o cenário internacional será modificado em curto espaço de tempo.

Caiu a arrecadação interna

Internamente a arrecadação do governo teve queda real de 14% durante o mês de maio, em relação a abril, e marcou retrocesso de 6% frente ao mesmo período no ano passado, ao somar R$ 49,8 bi.

Culpa dos estímulos fiscais

Esta foi a sétima queda consecutiva na variação mensal, resultado das medidas de estímulo fiscal. No acumulado de cinco meses foram arrecadados R$ 267,3 bi, queda de 7% ante a temporada de 2008.

Juros devem cair mais

A ata do Copom deve sinalizar o futuro dos juros que a nosso ver deve manter o viés de queda. Primeiro, porque a inflação está sob controle. Depois, porque ajudaria os bancos a ampliar o crédito voltando a operar com maior vigor. Finalmente, estaria ajudando o dólar a manter-se na casa dos R$ 2,00 em um alinhamento mais compatível com as principais economias internacionais, hoje quase todas elas operando com taxas muito próximas ao zero, desfavorecendo posições de arbitragens. Isso sem falar no embalo que pode dar à Bovespa.

Mudança do foco para o crédito

O foco bancário retornaria ao crédito imobiliário e ao setor de consumo em geral. Sem falar no crédito às médias e grandes empresas, hoje ainda desamparadas pelo sistema financeiro, a excessão do BNDES e alguns fundos internacionais, interessados na alocação de recursos em segmentos específicos.

Recuperação da Bovespa

A Bovespa vem em um movimento lateralizado de quase três semanas, buscando forças para ir além. Nesta semana, testou perigosamente os 51.300 na segunda-feira e crescem por aí os palpites de um ajuste no curto/médio prazos. Os vencimentos dos juros futuros desta semana podem indicar o rumo para frente.

Edward Mundy é consultor financeiro da Mundy Intermediação & Finanças Corporativas

[edward@mundyintermediacao.com.br / www.mundyintermediacao.com.br]

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